Bandidos procuram novas comunidades para chefiar
Já em outra facção, a ocupação das comunidades por UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) somada a saída de traficantes da cadeia levou o grupo a promover uma série de invasões, que começou com o morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, passou pelos morros dos Macacos, em Vila Isabel e da Formiga, na Tijuca, e mais recentemente na Serrinha, em Madureira, todas na zona norte.
A facção busca redutos para que os líderes que estavam presos possam assumir o controle das bocas de fumo e para abrigar os aliados que fugiram após a ocupação da UPP. A maioria dos foragidos e dos refugiados encontra-se escondida nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte.
Segundo policiais, o principal organizador dos bondes desta facção, o traficante conhecido como Fabiano ou FB, não é dono de nenhuma favela e busca um reduto para chefiar.
Estratégia da polícia
Assim como os traficantes possuem suas regras para atacarem as comunidades rivais, a polícia também tem sua estratégia para ocupar as favelas com Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
Além da presença do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) que faz uma varredura inicial na comunidade, a implantação da UPP passa também por uma série de regras, de acordo com fontes da corporação.
Antes de ocupar a comunidade, a polícia levanta o número de traficantes e armas que ela possui, o nome do líder e dos principais gerentes da quadrilha. Procura saber quem são os líderes comunitários e se estes são receptivos aos policiais.
Mapeia todos os pontos de venda de drogas, as possíveis rotas de fuga e onde ficam as barricadas construídas pelos traficantes para impedir operações e a contenção armada. Apura também para quais comunidades a quadrilha poderá migrar com a ocupação. Além disso, calcula o número necessário de PMs para a implantação da unidade, levando em conta a relação PM/habitante por km 2.