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publicado em 22/08/2010 às 18h55:

Passeata de humoristas termina com cerca de mil pessoas

Gritos de guerra bem humorados marcaram caminhada

Carolina Farias, do R7, no Rio

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“O que é o que é um pontinho no Congresso? Não posso dizer senão levo um processo”. Com gritos de guerra e muito bom humor a passeata “Humor sem censura” aconteceu neste domingo (22) na orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, até o Leme. De acordo com os organizadores, cerca de mil pessoas participaram do protesto contra uma resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que atualiza a lei 9.504/97, que proíbe que programas humorísticos nas rádios ou TVs ridicularizem candidatos, partidos ou coligações. O protesto durou cerca de duas horas.

Humoristas de vários programas de TV como Casseta e Planeta, CQC, Pânico, Zorra Total; e do teatro, como o grupo Comédia em Pé, organizaram e participaram da manifestação, que pretendia reunir ao menos 3.000 pessoas. A ideia do protesto era iniciar um abaixo assinado, que depois será realizado na internet. Os humoristas querem reunir 1 milhão de assinaturas para mudar a lei.

A legislação, segundo o humorista Claudio Manoel, do Casseta e Planeta, sempre houve e era cumprida pelos programas. Mas, para ele, com a proliferação de humorísticos na TV pode ter “incomodado” a classe política.

- Está havendo um ‘Dunguismo’. Na Copa foi a mesma coisa. Os humoristas não foram porque não eram bem vistos pelo Dunga. Nós [Casseta] estamos na quinta eleição, mas tem o CQC que é a primeira.

Hélio de La Peña, também do Casseta, também diz acreditar que a interpretação da lei é mais rígida e ironizou.

- O ‘sindicato dos personagens de piadas’ com os portugueses e as ‘loiras burras’ vai ficar sobrecarregado.

O ator e humorista Marcus Melhem, da TV Globo, defende que a classe humorística é representativa e não deve ficar sem função durante as eleições.

- Se não se pode fazer humor na política estão nos excluindo da participação política.

Quem participou da passeata aproveitou para tirar fotos com os humoristas. A mais assediada foi Sabrina Sato, do Pânico, da qual a reportagem do R7 não conseguiu se aproximar.

Candidatos também aproveitaram para panfletar no meio do público, o que é permitido pela lei eleitoral.

 
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