Operação não tem hora para acabar; alguns PMs são acompanhados por cães farejadores
Policiais militares procuram na tarde deste domingo (18) no morro São João, zona norte do Rio de Janeiro, os criminosos responsáveis pela queda do helicóptero da polícia na manhã de ontem. O major Oderley Santos, relações públicas da PM, disse que as equipes locais vão subir até o topo do morro pelo acesso na mata em uma operação que não tem hora para acabar.
Santos contou que o serviço de inteligência da polícia recebeu a informação de que há três corpos no local, mas isso ainda não foi confirmado pelos policiais que percorrem a favela com cães farejadores.
O Bope (Batalhão de Operações Especiais), tropa de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro, realizou hoje uma operação na favela do Jacarezinho (zona norte). Houve tiroteio que resultou na morte de dois suspeitos e a apreensão de 250 kg de maconha.
Durante a ação, policiais do Bope haviam informado à reportagem da TV Record que ao menos mais uma pessoa tinha morrido na favela. Esse óbito não foi confirmado ao final da operação. Também foi encontrado na favela um botijão de gás usado para esconder armas e drogas. Inicialmente, a polícia havia informado que quatro pessoas tinham sido presas no morro. Mais tarde, o Bope negou a informação.
Por volta das 10h, após o Bope ocupar o morro, havia intensa troca de tiros na comunidade. Duas horas mais tarde, tiros ainda eram ouvidos, mas com menor intensidade. O veículo blindado do Bope, conhecido como "caveirão" esteve no local.
A situação da guerra do tráfico no Rio levou o governo do Estado a reunir a cúpula da segurança pública neste domingo. A reunião no BPM (Batalhão de Polícia Militar) da Tijuca (zona norte) acontece para discutir o que fazer no combate ao avanço das ações criminosas.
