Programa de mensagens instantâneas seria arma para assaltos em regiões do estado
A Brigada Militar do Rio Grande do Sul sugeriu nesta terça-feira (31) o uso do programa de mensagens instantâneas via internet (MSN) como uma das medidas para interligar a corporação aos joalheiros que atuam em Porto Alegre, principalmente em centros comerciais.
Em menos de dois meses, cinco joalherias em shopping centers foram atacadas na capital gaúcha e uma em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. Dois ataques ocorreram neste sábado (28), em menos de sete horas.
O comandante do Policiamento Metropolitano (CPM), coronel Carlos Bondan, garante que, nas cidades onde a iniciativa foi adotada, os roubos caíram para quase zero. A rede, ligada diretamente com o Centro de Operações da BM, também permite que outros lojistas conheçam as características dos suspeitos.
A BM também sugeriu o aumento da agilidade na liberação de imagens de lojas e shoppings, as quais deverão alimentar os setores de inteligência das polícias.
Na tarde desta terça-feira, na sede do Comando da BM, lojistas e representantes de shoppings e de empresas de vigilância estiveram reunidos para definir estratégias de combate aos grupos que atacam joalherias em centros comerciais.
De acordo com os números da Secretaria da Segurança Pública, o Estado teve 16 ataques a lojas de jóias e relógios neste ano, sendo que nove casos ocorreram no segundo semestre. Em 2008 foram 24 casos e no ano passado, 31.
Lojistas se queixam
Lojistas reclamaram que a estatística pode não estar correta e ser maior porque muitas ocorrências acabam registradas como assalto a estabelecimento comercial e não como ataque a joalheria. A BM insiste em que os comerciantes comuniquem a polícia em caso de ataque.
Segundo o Comando de Policiamento de Porto Alegre, se armas de fogo forem usadas em shoppings, será preciso que se criem condições de o vigilante não ser rendido com facilidade.
O comandante do policiamento na área central de Porto Alegre (9º BPM), tenente-coronel Rogerio Maciel, defende que a arma deve ser evitada dentro dos estabelecimentos. Ele explicou que, quando há algum ataque a shopping, os policiais aguardam a saída dos criminosos para evitar confronto no interior, o que pode resultar em inocentes feridos.
O comandante do Comando de Policiamento da capital (CPC), coronel Antero Batista Homem, afirmou que os recentes ataques a shoppings em Porto Alegre foram uma crise, mas que o momento já passou. O vice-presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, revelou que outras medidas em conjunto com a BM já vêm sendo tomadas para evitar novos ataques, sem citar quais seriam.