Goleiro Bruno, do Flamengo, é o principal suspeito do desaparecimento de Eliza
A delegada Ana Maria dos Santos, da Delegacia de Homicídios de Contagem, disse nesta quarta que o corpo que chegou ao IML (Instituto Médico Legal), no dia 12 de junho, não é da ex-namorada do goleiro do Flamengo. O corpo chegou ao instituto vindo de um centro de saúde de Contagem. Exames de DNA foram realizados e já foram ouvidas 20 pessoas, principalmente amigos de Bruno.
A perícia também confirmou que o vestígio encontrado na Range Rover do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, é sangue humano. O delegado Edson Moreira, chefe do DHPP-MG (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa da Polícia de Minas Gerais) que foi achado vestígios que podem ser de sangue também em objetos recolhidos no sítio do goleiro do Flamengo.
Há a suspeita de que um amigo de Bruno conhecido como Russo tenha feito ameaças armadas contra a modelo Eliza, no Rio de Janeiro. Ele e outras duas pessoas, entre elas o motorista Cleyton da Silva Gonçalves, ocupavam a Range Rover apreendida pela polícia e que pertence ao jogador.
A Polícia pediu a quebra do sigilo telefônico da modelo para rastrear as ligações feitas por ela antes de seu desaparecimento. Eliza teria feito o último contato com uma amiga do Rio de Janeiro no dia 6 deste mês, por meio de um celular de um homem não identificado. O aparelho dela está desaparecido, mas a polícia tenta rastrear as ligações feitas por ela por outros números de pessoas amigas.
O delegado Edson Moreira disse que Eliza era muito cuidadosa com o filho.
- O estranho é que ela estava com um processo de reconhecimento de paternidade no Rio de Janeiro, para tentar provar que o jogador era o pai de seu filho, e se ganhar o processo poderá receber uma pensão de R$ 10 mil a R$ 20 mil. Então, o caso tem que ser investigado. Mas indícios de que ela tenha sido assassinada não existem até agora.