O corpo chegou ao IML no dia 12 de junho, vindo de um centro de saúde de Contagem
A titular da Delegacia de Homicídios de Contagem, delegada Ana Maria dos Santos, na região metropolitana de Belo Horizonte, disse nesta quarta-feira (30) que o corpo que chegou ao Instituto Médico Legal no dia 12 de junho, ainda não identificado, não é de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, desaparecida desde o dia 6. O corpo chegou ao IML vindo de um centro de saúde de Contagem. Exames de DNA foram realizados e já foram ouvidas 20 pessoas, principalmente amigos de Bruno.
Na terça-feira (28), a polícia confirmou ter encontrado vestígios em um Range Rover do goleiro do Flamengo, que podem ser sangue. Segundo o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa da Polícia de Minas Gerais, somente o exame com o reagente luminol poderá confirmar se realmente é sangue. A polícia confirmou ainda ter encontrado vestígio que podem ser de sangue, em objetos recolhidos no sítio do goleiro do Flamengo.
Além das roupas, a polícia tem uma testemunha de que Eliza esteve no sítio. Um caseiro que trabalha na região disse ter visto a modelo, há 15 dias, por três vezes, no local. Numa das ocasiões, ela usava um short azul e blusa branca e estava próximo à piscina, onde estavam Bruno e mais dois homens, segundo a testemunha.
A polícia suspeita que o motorista de Bruno, Cleyton da Silva Gonçalves, e outros homens que ocupavam a Range Rover apreendida pela polícia, eram amigos do jogador, conhecidos como Macarrão, Russo e Negão. Dessas pessoas Russo é suspeito de ter feito ameaças armadas contra a modelo, no Rio de Janeiro. Fontes da Polícia Civil afirmaram que nos primeiros exames realizados no interior do sítio do jogador, na segunda-feira (28), em Esmeraldas, não mostraram vestígios de sangue, mas outras áreas poderão ser analisadas na quarta-feira (30).
Outro lado das investigações da polícia é o rastreamento de um telefone que era usado por Eliza Samudio, antes de seu desaparecimento. Foi pedida a quebra do sigilo telefônico dela. A modelo teria feito o último contato com uma amiga do Rio de Janeiro no dia 6 deste mês, mas por meio de um celular de um homem não identificado.
O aparelho da mulher está desaparecido, mas a polícia está tentando rastrear as ligações feitas por ela por outros números de pessoas amigas, buscando indícios sobre o que pode ter acontecido.
O delegado Edson Moreira disse que Eliza era muito cuidadosa com o filho.
- O estranho é que ela estava com um processo de reconhecimento de paternidade no Rio de Janeiro, para tentar provar que o jogador era o pai de seu filho, e se ganhar o processo poderá receber uma pensão de R$ 10 mil, ou R$ 20 mil. Então, o caso tem que ser investigado. Mas indícios de que ela tenha sido assassinada não existem até agora.