Pedido para que agentes auxiliassem nas investigações partiu da OAB
- A PF agirá, mas sem retirar a competência da polícia estadual para investigar o caso.
A entrada da PF foi solicitada pelo presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante. O pedido foi defendido por Cavalcante por ser “uma questão de cidadania para que os jovens retornem o mais rápido possível para as famílias”. Além dos integrantes da OAB, o ministro Tarso Genro recebeu também as mães dos adolescentes desaparecidos. Após a reunião com o ministro, uma das mães ficou emocionalmente abalada.
O primeiro jovem desapareceu no dia 30 de dezembro do ano passado. Diego Alves Rodrigues, 13 anos, saiu de casa no Parque Estrela Dalva 4 para ir a uma oficina de carros. Nunca mais foi visto. Na sequência, Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima, 16, George Rabelo dos Santos, 17, Flávio Augusto Fernandes dos Santos, 14, Divino Luiz Lopes da Silva, 16, e Márcio Luiz Lopes, 19, sumiram. Nenhum deles é considerado rebelde pelos familiares.
Em comum os jovens têm apenas o fato de serem moradores do mesmo bairro, o Parque Estrela Dalva, em Luziânia. Quem comanda a investigação do caso é a Polícia de Goiás, que designou uma equipe de investigação para tratar de casa caso.
A Polícia Federal já atuou em situações semelhantes, como em Altamira, no Pará, onde várias crianças foram raptadas e algumas emasculadas, há dez anos.