Dezesseis pessoas já prestaram depoimento e duas vítimas seguem internadas
A Delegacia da Taquara, que investiga um ataque incendiário a um micro-ônibus na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, já identificou cinco suspeitos. Os retratos falados de dois deles já foram divulgados pela unidade, mas todos continuam foragidos.
São três homens e duas mulheres. Um deles seria parente do jovem apreendido com cocaína e que teria sido o pivô do ataque na noite de terça-feira (2). A polícia recebeu informações nesta quinta-feira (4) de que este suspeito teria sido morto no morro da Chatuba, na Penha, zona norte, mas a denúncia não foi confirmada após operação na comunidade.Segundo o delegado João Luiz Garcia, as investigações continuam. Pelo menos 16 pessoas já prestaram depoimento na quarta-feira (3) e quinta-feira. Algumas contaram que os criminosos atiraram pedras para impedir que os passageiros saíssem do coletivo em chamas. Uma jovem afirma ter ouvido tiros também.
Outras testemunhas ainda são aguardadas na delegacia para prestar depoimento, no entanto, não há data nem hora marcada porque isso depende das condições de saúde, principalmente das vítimas.
O incêndio ao micro-ônibus 701 (Madureira - Barra) deixou 13 feridos. Duas mulheres continuam internadas com cerca de 40% do corpo queimados. Os outros já receberam alta e continuam tratamento em casa.
A empresa Litoral Rio, responsável pela linha, informou que muitos motoristas pediram para ser transferidos a fim de não trabalhar no trajeto. O motorista do coletivo atacado já teve o pedido atendido, mas nem todos conseguirão, segundo o gerente Rogério Fontes Martins.
O policiamento continua reforçado na Cidade de Deus desde terça-feira. O clima é de aparente tranquilidade. O secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, disse que a polícia não vai recuar diante das intimidações do tráfico local.