Goleiro Bruno, do Flamengo, é considerado principal suspeito pelo sumiço da ex-amante

Moreira ainda relatou que só pretende ouvir Bruno e o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, quando tiver mais "subsídios" - o que deve ocorrer até o fim da próxima semana.
Uma blazer branca, de propriedade de Cleiton da Silva Gonçalves, amigo de Bruno, foi levada nesta segunda para ser periciada no Instituto de Criminalística da Polícia Civil. Golçalvez dirigia a Range Rover do jogar apreendida no último dia 8.
Outros veículos do goleiro e de investigados também serão analisados. Oficialmente, a polícia informa que as evidências de que a jovem esteve no sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG), foram colhidas nas perícias e com base nos depoimentos.
Ao longo do dia, cinco pessoas foram ouvidas no Departamento de Investigações. Outras oito testemunhas foram interrogadas durante o fim de semana. Até o momento, foram colhidos cerca de 30 depoimentos.
A Polícia Civil mineira ainda requisitou ao Ministério Público Estadual a nomeação de um promotor para acompanhar as investigações sobre o desaparecimento de Eliza. O delegado Moreira afirmou que o procurador-geral de Justiça, Alceu Torres Marques, designou o promotor Gustavo Fantini para acompanhar o caso.
Para o advogado Jader Marques, que representa Luiz Carlos Samudio, pai de Eliza, a localização do corpo passou a ser o "ponto fundamental" da investigação. Marques, que esteve pela manhã no Departamento de Investigações para se inteirar do inquérito, deixou o local afirmando que a apuração avança cada vez mais na tese de homicídio sem a localização do cadáver.
- Outros elementos de prova dão a certeza da materialidade, a certeza da ocorrência da morte da vítima. E isso basta. Havendo a certeza, torna-se dispensável (a localização do corpo), torna-se possível o encaminhamento da ação penal sem a localização do cadáver.