Policiais civis de Minas de Gerais iniciaram, nesta sexta-feira (16), uma paralisação de 24 horas para cobrar aumento no salário da categoria. O protesto afeta o serviço de emissão de carteira de identidade e a transferência de documentação de carros. O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol) informou que a adesão dos funcionários públicos é de 70%.
Escrivães e detetives reivindicam um aumento de 271% no piso salarial, o que faria com que a remuneração deles passasse de R$ 1.730 para R$ 4.700. Já os delegados querem aumentar o salário de R$ 4.700 para R$ 10.100, um reajuste de 215%.
Com um carro de som, os policiais fizeram um protesto, nesta manhã, na porta da Academia de Polícia Civil, no Bairro Gameleira, região metropolitana de Belo Horizonte. Na Seccional de Santa de Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, a adesão foi 90%, informou o Sindpol.
A Polícia Militar informou que está tendo dificuldades para registrar ocorrência nas delegacias da região metropolitana de Belo Horizonte. A chefia da Polícia Civil negou que a paralisação está afetando o funcionamento das delegacias e o atendimento à população.
Em nota, o Governo de Minas Gerais informou que cumpriu o acordo firmado com a categoria que previa, nos meses de setembro de 2007, 2008 e 2009, um reajuste de 10% na remuneração dos trabalhadores das forças de segurança. Junto com o prêmio de produtividade, uma espécie de bônus pago à categoria neste mês, as forças de segurança receberam em setembro de 2009 a última parcela do reajuste de 30% concedido pelo Governo em 2007.