Polinter alega falta de segurança para abrigar Bruno e Macarrão
Dupla fosse transferida para penitenciária Bangu 2, na zona norte do Rio
Carolina Farias, do R7, no Rio
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O delegado Orlando Zaccone, responsável pelo controle de presos da Polinter (Delegacia de Capturas e Polícia Interestadual), do Rio de Janeiro, disse que não manteve em suas unidades o goleiro Bruno, do Flamengo e o amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, por questões de segurança.
Segundo ele, o assédio da imprensa e do público o levou a pedir a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) que abrigasse o jogador e seu comparsa.
- Não teria segurança. Por isso, pedi para receber os dois presos que estavam sob minha responsabilidade.
Zaccone explica que a dupla só passou por exame de corpo de delito na tarde desta quinta-feira (8) porque eles se entregaram à polícia e, por isso, não precisavam de uma avaliação médica com urgência. O exame durou cerca de 30 minutos.
- Era necessário que eles prestassem depoimento. Não era urgente a realização de um exame. Por isso, eles só o fizeram antes de ir para Bangu 2 [na zona oeste do Rio de Janeiro].
Bruno e Macarrão chegaram pouco antes das 15h desta quinta-feira (8) ao complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde ficarão presos na penitenciária Alfredo Trajan, Bangu 2. Desde esta quarta-feira (7), eles, que são suspeitos no sumiço de Eliza Samudio, 25 anos, estavam na Delegacia de Homicídios da Barra da Tijuca, na zona oeste, de onde saíram às 12h50 desta quinta.
Os dois seguiram em um camburão para o Instituto Médico Legal, no Centro, onde fizeram exame de corpo de delito. A expectativa é que ainda nesta quinta-feira Bruno e Macarrão sejam levados para a Delegacia de Homicídios de Contagem (MG), responsável pelas investigações do caso. Mas a Justiça do Rio ainda não autorizou o pedido da Polícia Civil mineira.