R7 - Notícias

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

28 de Novembro de 2014

Você está aqui: Página Inicial/Notícias/Cidades/Notícias

Icone de Cidades Cidades

publicado em 11/09/2012 às 05h50:

Presos são obrigados a ficar nus e amontoados ao lado de fezes em penitenciária na Paraíba

Flagrante é de Conselho de Direitos Humanos; governo diz que vai minimizar problema

Do R7


Publicidade

Uma visita feita por integrantes do Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba flagrou internos da Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes PB1/PB2, em João Pessoa, amontoados em uma cela, nus, e sem acesso a água, banheiro ou colchão. Os integrantes do conselho decidiram fazer a visita após receberem denúncias de maus-tratos e tortura no local. 

Em relatório a que o R7 teve acesso, os conselheiros contam que a situação da penitenciária se mostrou estranha desde o início da visita. Após chegarem à penitenciária, eles aguardaram por cerca de uma hora a autorização para fazer a visita. Nesse período, agentes penitenciários chegaram a afirmar que seria perigoso a entrada dos conselheiros no local porque os detentos estariam exaltados. Os agentes afirmaram que, em função do ‘perigo’, caso o conselho quisesse realizar a visita, ela aconteceria sem o acompanhamento dos funcionários.

Leia mais notícias de Cidades

Durante a visita, foi constatado que cada cela abrigava de 40 a 120 presos. No primeiro pavilhão visitado, 80 presos alojados estavam em greve de fome por melhores condições de tratamento. Não havia local para dormir (colchão, rede). Os presos estavam sem camisa e aparentando péssimo estado de higiene.

Segundo o relatório, os presos afirmaram que não tomavam banho, estavam há meses sem banho de sol, e tinham acesso a apenas um vaso sanitário, que era limpo de forma esporádica. Eles disseram sentir sede e se queixaram da dificuldade para receber a visitas, restritas a um dia na semana e por um curto espaço de tempo.

Mau cheiro e vômito

O grupo conta que teve acesso às celas disciplinares apenas pela entrada de ventilação de uma das paredes, após dar a volta no presídio. Na área, o mau cheiro era forte e havia sinais de vômito. Em muitos pontos só era possível ver as mãos dos presos e ouvir suas reclamações.

A equipe do Conselho Estadual de Direitos Humanos que vistou a penitenciária foi composta por um padre, um integrante da Pastoral Carcerária, uma defensora pública, uma integrante da ouvidoria de Segurança Pública e duas integrantes de organizações não governamentais.

No relatório, o grupo informa ainda que  foi impedido de deixar a unidade de imediato e ficou três horas detido pela direção do presídio. Eles foram "soltos" após à chegada de um promotor de Justiça. Eles disseram ainda que os agentes tentaram apreender a câmera digital que estava com o grupo. 

O relatório preparado com base na vista foi encaminhado ao Ministério Público e ao governo do Estado.

Outro lado

De acordo com o secretário de Estado da Administração Penitenciária, coronel Washington França, os detentos foram deslocados para ambientes provisórios no presídio devido à descoberta, no dia 25 de agosto, de um túnel para fuga. Uma operação teria evitado a fuga em massa do presídio pelo canal de 1,5 m de diâmetro.

Com relação à superlotação, o secretário disse que o Governo da Paraíba tem trabalhado no sentido de minimizar o problema no Estado. Um projeto para a construção de duas novas unidades prisionais, em parceria com o Governo Federal, encontra-se no Departamento Penitenciário Nacional, no Ministério da Justiça.

Veja Relacionados:  presídio,paraíba,maus-tratos,nus,amontoado,segurança,máxima
presídio  paraíba  maus-tratos  nus  amontoado  segurança  máxima 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping