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publicado em 22/07/2010 às 14h58:

Primo de Bruno também sorri ao deixar
Vara da Infância e Juventude de Contagem (MG)

Assessoria do Tribunal de Justiça confirmou que Camelo prestou depoimento

Ana Letícia Leão, enviada do R7 a Belo Horizonte

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Sérgio Rosa Sales, o Camelo, deixou a sede da Vara da Infância e Juventude de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), por volta das 14h50 desta quinta-feira (22). A assessoria do Tribunal de Justiça confirmou que ele prestou depoimento.

Repetindo o mesmo gesto do seu primo, o goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes, Camelo sorriu ao deixar o prédio. Cerca de 40 minutos depois, foi a vez do adolescente, que também é primo do atleta, deixar a Vara da Infância e Juventude. Ele saiu com o rosto coberto, enquanto curiosos gritavam "fala a verdade" e "fofoqueiro".  

Durante esta tarde, Bruno, Camelo, o ex-policial civil conhecido como Bola e o amigo do atleta Macarrão foram até a Vara da Infância para participar de uma audiência que definiria a sentença do garoto no caso do desaparecimento de Eliza Samudio. Mas apenas Sérgio conversou com o juíz e uma nova do caso divulgada pelo advogado do adolescente pegou de surpresa os investigadores.

O advogado Eliezer Jonatan de Almeida disse que seu cliente mentiu sobre ter visto a mão de Eliza Samudio ser atirada para cachorros comerem.

- A questão da mão jogada pelo cachorro não existe. Isso foi imaginado diante da pressão que ele teve [sic]. 


O adolescente tinha contado, em três depoimentos anteriores, que Eliza Samudio foi morta, esquartejada e teve partes do corpo dadas para cachorros, de um homem identificado como Neném, comerem. Os relatos do menor causaram uma reviravolta nas investigações sobre o desaparecimento da ex-amante de Bruno. Questionado sobre como o adolescente teria conseguido inventar um história tão complexa, Almeida respondeu:

- Para você ver até onde o ser humano é capaz de ir quando é pressionado.

De acordo com o advogado, a versão que prevalece é a de que o menor foi contatado por Macarrão para dar um susto em Eliza.

Almeida também afirmou que seu cliente disse não conhecer o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e que o homem que ele identificou como Neném não é Santos.


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