Primo de Bruno é acusado de homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor
Publicidade
Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes, é o primeiro acusado a ser ouvido pela juíza Marixa Fabiane Lopes, sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, nesta quarta-feira (10). Eles estavam no Tribunal do Júri de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, por volta das 9h30.
De acordo com o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), a juíza começou a ler a denúncia contra Sérgio às 9h30, e em seguida, foi para o interrogatório. O primo de Bruno responde por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor.
Além dele, ainda faltam os depoimentos de Bruno, do amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, da ex-amante Fernanda Gomes Castro e do policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. O TJ-MG afirmou que não há ordem para os interrogatórios e que eles podem continuar no decorrer desta semana.
Para esta quarta-feira, também está marcado no Tribunal do Júri de Santos, em São Paulo, às 14h30, o depoimento de uma testemunha da acusação. No dia 17 deste mês, deverá prestar depoimento, em Osasco (Grande São Paulo), outra testemunha, desta vez, a pedido da defesa de Flávio Caetano Araújo, motorista do goleiro, um dos acusados do crime.
Na terça-feira (9), foram ouvidos Flávio e o amigo do goleiro Wemerson Souza, conhecido como Coxinha. Este último disse à juíza Marixa que sabia quem Eliza Samudio era, mas que não a conhecia pessoalmente.
A informação contradiz com o que ele contou à polícia no início das investigações. O acusado ainda afirmou conhecer o filho de Eliza e disse ter visto a criança com Bruno em uma partida de futebol.
O caseiro do sítio do goleiro, Elenilson Vítor da Silva, outro acusado de envolvimento na morte de Eliza Samudio, também deu informações diferentes das que já havia relatado. À polícia, ele afirmou ter visto Eliza chegar ao sítio. Nesta segunda-feira (8), entretanto, ele negou a informação, dizendo que não a viu porque estava jogando futebol.
Também na segunda-feira, uma carta escrita pela ex-mulher de Bruno, Dayanne Souza, foi entregue à juíza durante o depoimento. De acordo com o documento, o filho de Eliza só não foi morto porque estava sob os cuidados dela. Na carta, ela também revela que o atleta tinha antipatia pelo bebê, que seria seu filho com Eliza, desaparecida desde junho passado.
A ex-mulher também escreveu que, quando estava foragido, Bruno fez uma reunião com a família, chorou e disse que seria preso. O documento será anexado aos autos do processo.