27 de Maio de 2012
Eduardo Paes vai analisar também subtração de documentos de Eliza após a audiência
O promotor do caso Eliza Samudio no Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou na manhã desta sexta-feira (17), antes da audiência de instrução e julgamento na 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, que vai analisar se inclui os crimes de tráfico de drogas e subtração de documentos no caso envolvendo o goleiro Bruno Fernandes e seu amigo, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. Após a audiência, ele vai tomar a decisão.
Segundo Paes, na denúncia consta que Eliza teria sido obrigada a ingerir uma medicação e por isso ele vai analisar se a substância era proibida. Eliza também teria dito que perdeu os documentos, e por isso a análise da subtração dos documentos.
Paes afirmou, ainda, que a defesa de Bruno, representada pelo advogado Ércio Quaresma, está querendo fazer uma boa imagem do goleiro, para que ele pegue a pena mínima, que é de três anos. A pena máxima é de nove anos. No processo, eles respondem por sequestro e lesão corporal – supostos fatos ocorridos em outubro de 2009 – contra Eliza.
Na audiência, serão ouvidas sete testemunhas de defesa. Os advogados de Bruno chamaram a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, o atual diretor-executivo de futebol do clube, Zico, o goleiro Paulo Victor e o zagueiro Tite, do Vasco. Pela defesa de Macarrão, foram convocados o lateral-direito Leonardo Moura, o lateral-esquerdo Rodrigo Alvim e o zagueiro Álvaro.
O Tribunal de Justiça informou que Bruno e Macarrão só não serão interrogados caso os depoimentos das testemunhas se alonguem demais ou se alguma delas não comparecer, e os advogados da defesa exigirem a presença delas.
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