Dois policiais são suspeitos de estarem envolvidos na morte de coordenador de grupo
Os dois policiais militares foram acusados de abuso de poder [prevaricação, na linguagem jurídica] e furto qualificado. Um dos PMs ainda foi denunciado por falsidade ideológica, porque não apresentou documento sobre ter recolhido os objetos da vítima.
A Promotoria também vai encaminhar uma cópia do pedido de processo à 1ª Central de Inquéritos para apurar a suspeita de crime de homicídio por omissão, pois os policiais são considerados “agentes garantidores” e tinham o dever de prestar o socorro à vítima. A promotora Christiana de Souza Minayo entendeu que é como se os PMs tivessem concordado com a morte do coordenador do grupo.
A denúncia diz que os acusados estavam trabalhando e “consciente e voluntariamente, em comunhão de ações e desígnios, deixaram de praticar, indevidamente, ato de ofício, isto é, de efetuar a prisão em flagrante de R. M. S. e R. M. M. M”.
No documento enviado à Justiça, a promotora diz que os PMs não ajudaram a vítima para ficarem com seus objetos, que foram roubados pelos suspeitos. Ela classificou de comodismo o fato de os policiais não terem prendido os suspeitos. Os policiais ficaram, segundo a denúncia, com um agasalho vermelho e um par de tênis, que estavam com os suspeitos.
Além da denúncia, o Ministério Público também pediu a que a prisão preventiva dos policiais suspeitos seja mantida.
A Justiça ainda não deu resposta ao pedido de abertura de processo enviado pela Promotoria.