Objetivo é saber por que Eliza, Zico e Adriano foram citados em processo
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro confirmou na manhã desta quinta-feira (29) que vai contestar a lista de testemunhas apresentada pelo advogado Ércio Quaresma, que defende o goleiro Bruno Fernandes.
No processo sobre sequestro e agressão em outubro de 2009 contra a ex-amante do atleta, Eliza Samudio, 25 anos, a defesa indica a própria Eliza, que está desaparecida desde o início de junho e é considerada morta pela Polícia Civil de Minas Gerais; o pai dela, Luiz Carlos Samudio, que vive em Foz do Iguaçu (PR); Zico, que é diretor de futebol do Flamengo; Patricia Amorim, que é presidente do clube; e os atacantes Wagner Love e Adriano.
Segundo o promotor Eduardo Paes, a defesa não explicou por que indicou essas pessoas e em que foi baseada a escolha. Os citados no processo ainda não se manifestaram oficialmente sobre a questão.
Eliza lutava para que Bruno reconhecesse a paternidade do filho dela, que nasceu em fevereiro. Ela o havia denunciado ainda quando estava grávida por agressão e tentativa de aborto.
Bruno, a ex-mulher dele, o melhor amigo e outras cinco pessoas estão presas há quase um mês suspeitas do desaparecimento da jovem. Um menor de 17 anos, primo de Bruno e que revelou detalhes do suposto crime, está detido. Ele já mudou a versão quatro vezes. Todos alegam inocência.
O bebê de Eliza está com a avó materna no Mato Grosso do Sul.