27 de Maio de 2012
Acusado voltou a afirmar que não recebeu ameaças de seu advogado Ércio Quaresma
Veja a cobertura completa do caso Eliza
Durante a reunião, os integrantes da instituição, incluindo o secretário geral Sergio Murilo Braga, Bruno voltou a negar as ameaças.
Os representantes falaram sobre as gravações veiculadas no jornal de uma emissora de televisão e sobre as supostas ameaças de Quaresma à noiva do goleiro. Eles disseram que vão pedir o material na íntegra, pois o que foi ao ar estava editado.
Segundo os representantes, os familiares supostamente ameaçados e a noiva podem ser ouvidos pela OAB.
Nesta etapa, o titular da Vara de Precatórias Criminais de BH, Marco Aurélio Ferenzini, deve ouvir 21 testemunhas arroladas pela defesa, no Fórum Lafayette, de acordo com o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais).
O TJ ressaltou que a audiência presidida pela juíza Marixa Fabiane Lopes foi interrompida por causa de suas férias, mas as testemunhas podem continuar os depoimentos por carta precatória, ou seja, eles poderão ser ouvidos na comarca onde residem.
Acusados
O TJ-MG informou que oito acusados devem estar presentes na audiência: Luiz Henrique Romão, o Macarrão; Marcos Aparecido dos Santos, o Bola; Dayanne de Souza; Elenílson Vítor da Silva; Flávio Caetano de Araújo; Wemerson Marques, o Coxinha; Fernanda Gomes e o goleiro Bruno. A única ausência é de Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno.
O delegado Wagner Pinto, um dos que investigaram o caso, deve ser uma das testemunhas ouvidas. Os depoimentos serão encaminhados para Contagem, onde o crime está sendo julgado e as audiências foram suspensas dia 15 deste mês para serem retomadas no dia 8 de novembro.
Antes da suspensão, foram ouvidas duas testemunhas de acusação, José Carlos do Nascimento, porteiro do condomínio onde fica o sítio de Bruno, em Esmeraldas, e a camareira Elizabeth Soares de Oliveira, que trabalha no motel onde Bruno e Eliza teriam ficado antes dela desaparecer.
Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando foi do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. Ela havia procurado a polícia carioca pedindo proteção por estar grávida do goleiro, dizendo ter sido agredida. Após o nascimento da criança, a modelo acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade.
No dia 24 de junho, a Polícia Civil recebeu denúncias anônimas apontando que Eliza havia sido espancada até a morte por Bruno e dois amigos dele no sítio de propriedade do jogador.
Depois de denúncias do tio de um menor, no Rio, que teria presenciado o assassinato da modelo, a polícia indiciou os suspeitos por sequestro e morte, sendo que Bruno responderá como mandante e executor do crime.
O Ministério Público acatou o indiciamento da polícia e ofereceu denúncia, aceita pela Justiça. O adolescente, de 17 anos, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.
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