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publicado em 09/11/2010 às 20h21:

Réus no caso Eliza Samudio dizem que foram
obrigados por Macarrão a mentir sobre bebê

Coxinha e Araújo admitiram ter visto suposto filho de Bruno com Eliza no sítio do goleiro

Fernando Zuba, do Jornal Hoje em Dia

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Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e Flávio Caetano de Araujo, acusados de participar do desaparecimento de Eliza Samudio, disseram, em audiência no Tribunal de Júri de Contagem (MG) nesta terça-feira (9), que foram obrigados por Macarrão, amigo do ex-goleiro Bruno Fernandes, a contar à polícia que não conheciam o suposto filho de Bruno com a modelo após o desaparecimento dela. 

A mesma informação foi dita pela ex-mulher do atleta, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, em uma carta entregue, na segunda-feira (8), à juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, que preside as oitivas do caso. Até esta tarde, quatro acusados já prestaram depoimento. Os outros cinco devem ser ouvidos até sexta-feira (12).  

Coxinha e Flávio também relataram que a criança foi apresentada a eles como se fosse filho do goleiro com uma mulher desconhecida e que o bebê se chamava Ryan, nome colocado pelo próprio Bruno. Os acusados também relataram que mentiram sobre alguns detalhes da história porque estavam com medo da polícia. 

Em depoimento no início das investigações, Araújo afirmou que não conhecia e nunca teria visto Eliza. Já na audiência desta terça-feira, ele disse que negou conhecer Eliza porque a polícia não mostrou uma foto dela que o ajudasse a reconhecê-la. O acusado admitiu também ter visto a vítima uma única vez no sítio do goleiro, à beira da piscina, em companhia de uma criança. 

Assim como Araújo, Coxinha disse que mentiu ao dizer que jamais tinha visto a vítima, pois “estava assustado com o que os delegados falavam”. Já nesta terça-feira, o acusado afirmou que viu a modelo e o filho no sítio em Esmeraldas (MG), no dia 7 de junho, um dia depois de chegada da Eliza ao local. 

Nesta terça-feira, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou o pedido de habeas corpus e manteve a prisão preventiva do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, acusado de ter asfixiado Eliza e jogado partes do corpo da jovem aos cães.

 

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