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publicado em 23/07/2011 às 13h40:

Ruas sem asfalto e córregos à céu aberto
trazem transtornos à população em MG

Moradores reclamam do mau cheiro e excesso de lixo no local

Do Hoje em Dia, com R7

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Morando há 30 anos na avenida Central, no Bairro Jardim Leblon, em Venda Nova, o motorista Vitalino Fernandes, de 67 anos, criou expectativas quando começaram a drenagem do córrego e a pavimentação da via, em 2007. Parte da obra concluída, veio a decepção. 

O trecho entre as ruas Sertãozinho e Comercinho, em frente à casa do motorista, não será pavimentado. O caso de Vitalino é somente um dos exemplos de obras de melhoria interrompidas ou feitas parcialmente encontrados pela cidade. 

Segundo os moradores, a entrega do primeiro trecho da urbanização da Avenida Várzea da Palma, em 13 de junho, veio acompanhada de um anúncio por parte da Prefeitura de Belo Horizonte. 

De acordo com o líder comunitário Fernando Antônio, não existe verba suficiente para canalizar o córrego. Para essa obra, segundo ele, estão previstos R$ 3,5 milhões. 

- Não há verba para finalizar a canalização do córrego Central. A avenida foi parcialmente asfaltada e só. 

Há poucos metros dali, o início dos trabalhos de canalização do córrego Gameleira, entre a Avenida Várzea da Palma e a Rua Goiabeiras, é alvo de reclamações. Além de conviver com o mau cheiro, Valéria da Conceição Silva, de 46 anos, proprietária de uma oficina mecânica, viu o muro do imóvel, que faz divisa com o córrego, ruir em janeiro. Na mesma época, uma residência também veio abaixo. 

A empresária colocou grades para proteger o imóvel e acionou judicialmente a empreiteira, a Sudecap (Superintendência de Desenvolvimento da Capital) e a Copasa.
 
A assessoria da Copasa informou que não tem participação nessa intervenção, e a obra seria de responsabilidade da Prefeitura, que estaria realizando intervenções de tratamento de fundo de vale. 

Já a Sudecap, em nota, adiantou que o córrego Gameleira está sendo canalizado entre a Avenida Anuar Mehem e a Rua Raimundo Correia. Não há previsão de obras para o trecho entre a Avenida Várzea da Palma e a Rua Goiabeiras.
Sobre a pavimentação do restante da Avenida Central, o órgão afirma que, no momento, não há projetos para obras entre as ruas Itabirinha e Comercinho.

Bloqueio

Intervenção aprovada no primeiro OP (Orçamento Participativo) de Belo Horizonte, de 1994, a Rua Renato Luiz Lima, no Jardim Leblon, Região de Venda Nova, teve somente o trecho entre as ruas Egito e Marrocos drenado e pavimentado. Entre as ruas Egito e Vitória da Conquista, a via praticamente não existe e nem ambulância passa. 

A dona de casa Maria Aparecida de Andrade, de 42 anos disse que a falta de pavimentação prejudica também nas horas de emergência. 

- Caí, cortei a perna e os paramédicos não puderam me buscar. 

De acordo com a Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte), não há previsão para obras neste trecho.

Sem ter como passar com o carro da família pela rua, o agente de vigilância federal Antônio Paulo Malaquias, de 61 anos, que mora no local há 32 anos, paga R$ 200 para deixar o veículo no vizinho. Segundo ele, a Prefeitura demoliu um dos quatro barracões que estão no meio da via para continuar a obra, mas nada teria sido feito até agora. 

Apesar de uma fonte da Prefeitura garantir que toda a extensão da Rua Renato Luiz Lima estava prevista no OP de 1994, a Urbel afirma que não há projeto para o trecho. 

Na Vila Marçola, no Aglomerado da Serra, Região Centro-sul de Belo Horizonte, as reclamações são em função das obras do Vila Viva. Na Rua da Passagem com Beco São Francisco, moradores foram indenizados e as casas derrubadas para, segundo lideranças comunitárias, intervenções de ligação da Avenida Cardoso até a Rua Caraça. 

O entulho das demolições permanece no local e a obra não foi feita. A aposentada Conceição Magalhães, de 78 anos, reclama dos insetos e lixo na região. 

- Hoje convivo com escorpião, rato e o lixo desce para o meu lote quando chove. 

A Urbel esclarece que o projeto de ligação viária foi alterado. Iniciadas as intervenções, os técnicos perceberam a topografia acidentada. Além disso, o número de moradias existentes elevaria o custo das desapropriações. Apesar de o Hoje em Dia ter constatado resto de construções no local, o órgão, em nota, informou que o material resultante das demolições foi retirado.


 
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