Saiba quem é o funcionário de Bruno que surge nas investigações do caso Eliza
De amigo e secretário de Bruno, Macarrão passa a suspeito
Cauê Rademaker, do R7, no Rio
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Na mira da Polícia Civil de Minas Gerais, que investiga o desaparecimento de Eliza Samudio, o nome do goleiro Bruno Fernandes aparece sempre ligado ao de Macarrão, seu amigo de infância e que também figura entre os suspeitos do sumiço da jovem. No entanto, enquanto o primeiro é jogador do Flamengo e bastante conhecido, o segundo, que começa a ganhar notoriedade, é uma espécie de “faz tudo” do atleta.
Na tarde desta terça-feira (6), em entrevista à rádio Tupi, um motorista, cuja identidade não foi revelada, informou que um adolescente diz ter participado da morte de Eliza e que Macarrão seria o responsável por arquitetar o sumiço da estudante.
Até o começo deste ano, Luiz Henrique Romão, nome de Macarrão, era um grande amigo e funcionário de total confiança de Bruno, que tomava conta do sítio do goleiro em Esmeraldas (MG), local que já foi revistado pelos policiais. Vivia entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro, visitando sempre o goleiro.
Há aproximadamente três meses, Macarrão foi promovido por Bruno. Sozinho no Rio de Janeiro e sem gostar de dirigir, o camisa um rubro-negro chamou o funcionário para vir morar na capital e cuidar de diversos assuntos. O atleta havia perdido o antigo “faz tudo”, Marcelão, que voltou a trabalhar exclusivamente com Eduardo Uram, empresário do goleiro.
Desde então, Macarrão é presença certa onde o goleiro está. Se tem treino na Gávea, na zona sul, ou jogo no Maracanã, na região norte, ele está lá, com as chaves do carro nas mãos e aguardando o jogador. Se Bruno precisa pagar alguma conta no banco, comprar algo para casa ou até mesmo telefonar para alguém, Macarrão está sempre a postos.
É em cima desta relação que a Polícia Civil colocou ambos como principais suspeitos do desaparecimento de Eliza. Em outubro do ano passado, quando acusou o goleiro de tê-la agredido e forçado a abortar, Eliza também indicou a presença de Macarrão no caso.
O antigo funcionário do sítio é suspeito de ter entregue o bebê de quatro meses, filho de Eliza e possivelmente também do goleiro, para Dayanne de Souza, ex-mulher de Bruno. Macarrão não foi chamado para depor e não deu qualquer entrevista sobre o caso.
Na última terça-feira (5), o delegado Edson Moreira, do Departamento de Investigação de Homicídios da Polícia Civil de Minas Gerais, declarou que deverá chamar Bruno e Macarrão para depor até o fim da semana.
Em entrevista na semana passada, Bruno negou envolvimento no crime e disse estar torcendo para que Eliza apareça. Até a publicação desta reportagem, o R7 não havia conseguido contato com a defesa do goleiro e com Macarrão.