21.10.2009/APDesde setembro, guerra entre facções matou mais de 40 pessoas
Beltrame disse que "o Rio não é violento", mas composto de "núcleos de violência"
A guerra entre facções do Rio, que ocasionou a morte de aproximadamente 40 pessoas, teve início em 17 de outubro, quando o helicóptero foi abatido por traficantes da Zona Norte.
Beltrame, que participa nesta quinta-feira de audiência pública na Comissão de Segurança Pública da Câmara, também afirmou que a burocracia para comprar equipamento e a falta de "poder discricionário" para demitir policiais corruptos prejudica o trabalho da Secretaria de Segurança.
- É triste a queda de uma aeronave. Eu quero que a sociedade toda venha e conheça o problema do Rio, assim como os americanos fizeram quando as Torres Gêmeas foram derrubadas. Todos se solidarizaram.
Beltrame observou que o Rio enfrenta a situação de combate à criminalidade mais complicada das Américas. De acordo com o secretário, no Rio os criminosos não assumem posição marginal, mas se colocam como poder paralelo.
- O Rio de Janeiro é diferente. Onde nós temos nesse país, ou na América, facção que tem ideologia e diz 'aqui é nós', eu sou o comando, onde tem que perdir licença ou pagar pedágio para passar. É um grupo fortemente armado, com munição de uso restrito das Forças Armadas.