George Sanguinetti, contratado pela defesa, diz que aguarda autorização para ir a BH
O sítio do goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes, em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, deve passar por uma perícia paralela, feita pelo médico legista alagoano George Sanguinetti, ainda nesta semana. De acordo com Sanguinetti, ele aguarda uma autorização para entrar na casa e deve ir para a capital mineira até sexta-feira (20). O médico legista foi contratado pela defesa dos acusados de matar Eliza Samudio, ex-amante de Bruno.
Sanguinetti esteve neste final de semana na casa de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, um dos acusados. No local, ele colheu materiais que podem ou não confirmar a versão da polícia sobre a morte de Eliza. O material, segundo Sanguinetti, foi levado para o núcleo de Genética Humana da Universidade Federal de Alagoas para análise. O perito afirmou que o resultado deve sair até a quinta-feira (19).
- O professor [do núcleo de genética] disse que me daria uma posição inicial já na quarta-feira. Acredito que na quinta encerraremos o resultado. Nesse dia, a defesa me dirá que esse mesmo trabalho feito na casa do Bola já poderá ser feito no sítio do Bruno.
Na casa do goleiro, Sanguinetti pretende refazer a perícia feita pela polícia. Serão recolhidos materiais dos colchões e travesseiros onde foi visto sangue, e também no carro de Bruno, onde tinha vestígio do DNA de Eliza.
Corda
A perícia paralela na casa de Bola encontrou uma corda com uma mancha marrom. Segundo Sanguinetti, a mancha pode ser de sangue, ou verniz.. Zanone Manoel de Oliveira, o advogado do suspeito, disse que a corda será analisada para tentar encontrar algum vestígio biológico de Eliza.
A versão da polícia enviada ao Ministério Público diz que Eliza foi amarrada, morta na casa de Bola e que parte de seu corpo foi jogada a cães.
Oliveira quer analisar a corda para provar que não há vestígios de Eliza. A perícia ainda tirou fotos do local. Também será feito um desenho da planta baixa da casa a partir dos dados coletados. Todos os documentos deverão ser anexados aos autos pela defesa, que quer provar a tese de que Eliza não poderia ter sido morta sem que ninguém tivesse percebido.
Segundo o advogado, nenhum indício que pudesse incriminar seu cliente foi encontrado.
Visita
No domingo (15), Bruno recebeu visita de uma das filhas e da avó na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Seds (Secretaria de Defesa Social), o horário de visita foi das 8h às 17h.
Ainda no domingo, na Nelson Hungria, Marcos Aparecido dos Santos, também acusado pela Justiça pela morte de Eliza, recebeu visitas da mulher e de um tio. Luiz Henrique Romão, o Macarrão, recebeu visita dos pais. Já Dayanne Souza, ex-mulher de Bruno, que está na penitenciária feminina Estevão Pinto, em Belo Horizonte, recebeu duas irmãs e uma prima.