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27 de Maio de 2012

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publicado em 10/09/2011 às 20h22:

Sobe para seis o número de cidades em
calamidade pública em Santa Catarina

Nível do rio Itajaí começa a baixar; mas número de atingidos continua em 927 mil

Do R7


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 Subiu para seis o número de cidades em situação de calamidade pública em Santa Catarina. O boletim da Defesa Civil, divulgado às 20h deste sábado (10), mostra que a cidade de Presidente Getúlio decretou a piora da situação do município. Além dessa cidade, Rio do Sul, Brusque, Agronômica, Aurora e Ituporanga também estão em calamidade pública.

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O número de afetados, no entando, parou de subir e ficou em 927.127. Segundo dados do órgão, há 153.065 pessoas desalojas (que podem contar com ajuda de vizinhos e familiares) e 13.925 desabrigados (que perderam tudo e precisam dos abrigos públicos).
As enchentes também fizeram com que 37 municípios decretassem situação de emergência: Alfredo Wagner, Angelina, Araquari, Bocaina do Sul, Botuverá, Canelinha, Caçador, Correia Pinto, Florianópolis, Herval D'Oeste, Ilhota, Indaial, Içara, José Boiteux, Leoberto Leal, Lindoia do Sul, Lontras, Major Gercino, Mirim Doce, Monte Castelo, Navegantes, Papanduva, Petrolândia, Pouso Redondo, Porto União, Rio das Antas, Rio dos Cedros, Rodeio, Santo Amaro da Imperatriz, Santa Terezinha, São Domingos, Tijucas, Timbó, Trombudo Central, Vidal Ramos, Videira e Witmarsum.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, 28.506 casas tiveram danos materiais e 75 municípios tiveram danos em serviços de transporte.

Mortes

Nesta tarde, a Defesa Civil confirmou a segunda morte por causa das chuvas no Estado. De acordo com o boletim do órgão, divulgado às 18h, a segunda vítima do mau tempo é um homem de 50 anos, que estava embriagado e se afogou ao cair na água da enchente em Itajaí, que chegava a 1 m de altura na hora do ocorrido. 

A primeira morte registrada foi de um homem de 66 anos, em Guabiruba. Ele estava trabalhando no telhado de sua casa, quando o teto desabou e ele caiu.

O órgão também informou que na região rural que tem influência do Itajaí Mirim o nível do rio já diminuiu 63 cm. O pico máximo foi registrado à meia-noite, quando o rio atingiu 2,86 m. Às 16h, o rio atingiu 2,23 m.

Já na região rural que sofre influência do Itajaí Açu a queda no nível do rio é de 24 cm, sendo que o máximo foi registrado às 2h deste sábado com 3,39 m e, às 16h, atingiu 3,15 m. Neste ponto a queda é mais lenta porque sofre influência da maré.

Na região do Itamirim, o pico máximo foi registrado às 8h de hoje, quando o Itajaí Mirim atingiu 3,92 m. Às 16h, o nível estava em 3,79 m, queda de 13 cm. Já na região do Bambuzal, o rio já diminuiu 38 cm registrando o máximo à 1h com 3,08 m e, a mínima, às 16h com 2,70 m.

Na Canhanduba, a queda até as 16h foi de 12 cm, com máxima registra às 10h com 3,49 m e mínima às 16h com 3,37m. E na Murta que sofre mais a influencia da maré a situação está estabilizada com pico máximo às 4h com 2,34 m e mínima às 16h com 2,20 m (queda de 14 cm).

Doações

A Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) começou a receber, na sexta-feira (9), no Centro de Ciências de Administração e Socioeconômicas (Esag), no bairro Itacorubi, em Florianópolis, doações de alimentos não perecíveis, água, produtos de limpeza e de higiene pessoal, e colchões para ajudar os atingidos pela chuva em Santa Catarina.

A Esag/Udesc fica na av. Madre Benvenuta, 2007, no Itacorubi, em Florianópolis. Outras informações sobre as doações podem ser obtidas no Daag, pelo telefone (0XX48) 3321-8216.

Até este sábado, a Secretaria Estadual de Defesa Civil não estava fazendo campanha de doações. Segundo o secretário do órgão, Geraldo Althoff, as prioridades dos municípios estão sendo atendidas com recursos do Estado, e uma campanha de donativos neste momento demandaria uma estrutura logística e de pessoal.

- Mesmo assim, apoiamos as pessoas que queiram ajudar os locais. Solidariedade é muito importante. Solicitamos que as pessoas que pretendem auxiliar procurem se informar das necessidades das comunidades, e entre em contato com o responsável das doações no município.

A Defesa Civil orienta que os alimentos doados devem estar dentro do prazo de validade, sejam não perecíveis e tenham a embalagem em bom estado. Já colchões, roupa de cama e travesseiros devem estar limpos e em bom estado de conservação, assim como, as roupas e calçados. As peças não podem estar rasgadas ou danificadas.

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