Goleiro está detido na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem
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O STJ (Supremo Tribunal de Justiça) – uma outra instância do direito- negou nesta quinta-feira (19) a liminar com pedido de habeas corpus para tirar a o goleiro Bruno Fernandes da prisão. O jogador é acusado de matar a ex-namorada Eliza Samudio.
De acordo com o STJ, no pedido analisado pelo desembargador Celso Limongi, a defesa alegou que Bruno estaria sofrendo constrangimento ilegal por parte do TJ (Tribunal de Justiça) de MG. O objetivo da liminar era deixar o goleiro em liberdade pelo menos até o julgamento do mérito do habeas corpus no STJ.
- Não me convenci, em princípio, do alegado constrangimento, pois a prisão cautelar está fundamentada na periculosidade concreta do paciente, evidenciada pelo modo como a conduta criminosa foi praticada.
Pedido ao TJ de Minas
No dia 13 de abril, a Justiça de Minas Gerais havia negado o pedido de habeas corpus do goleiro. Bruno está detido na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. O novo pedido de habeas corpus foi encaminhado ao STJ pelo advogado Cláudio Dalledone Júnior, na sexta-feira passada.
Bruno foi condenado, em dezembro de 2010, a cumprir quatro anos de prisão por sequestrar Eliza Samudio, em 2009. O jogador teria forçado a ex-namorada a ingerir substâncias abortivas. Ele também responde na Justiça pelo desaparecimento e morte de Eliza. O corpo da jovem ainda não foi localizado.
Além dele, outros sete acusados de matar Eliza aguardam o julgamento do caso.
Compra do sítio
O sítio do goleiro já tem três compradores interessados desde que ele foi preso e o local colocado à venda, segundo o advogado de Dayanne Souza, ex-mulher do jogador acusado. De acordo com Francisco Simmim, as propostas - todas dentro do valor de R$ 800 mil - estão sendo analisadas, e a expectativa é que as negociações terminem em dez dias.
O local, que tem aproximadamente 5.000 m², foi avaliado em cerca de R$ 1,2 milhão. O imóvel fica em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Sobre a venda, o advogado de Dayanne explica que faz parte de um acordo entre as duas partes. Dayanne tem direito a algumas coisas de Bruno, já que ela foi casada e teve filhos com ele.
Simmim disse que um dos motivos da decisão pela venda é que Dayanne não recebe ajuda do goleiro nem do Flamengo, onde ele jogava, e que o dinheiro seria usado para poder cuidar das filhas. O sítio já está à venda há quase três semanas e tem despertado a curiosidade de muitas pessoas.
- Algumas pessoas perguntam se o corpo de Eliza está enterrado lá, e também perguntam sobre ele [Bruno].