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publicado em 19/07/2010 às 14h41:

Subcorregedor da Polícia Civil conversa com delegado sobre vídeo em que Bruno diz suspeitar de Macarrão

Antônio Gama Júnior quer saber como imagens da polícia vazaram para televisão

Ana Letícia Leão, enviada do R7 a Belo Horizonte

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O subcorregedor da Polícia Civil de Minas Gerais, Antônio Gama Júnior, chegou à sede da Divisão de Investigações de Belo Horizonte (MG) na tarde desta segunda-feira (19) para conversar com o delegado Edson Moreira a respeito das imagens exibidas pelo programa Fantástico, da Rede Globo, no último domingo (18). Moreira é o responsável pelas investigações do caso Eliza Samudio.

Gama Júnior entrou rapidamente na sede e disse que conversaria posteriormente com os jornalistas. No domingo, o programa de televisão mostrou um vídeo em que o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes diz que está "chocado" com o caso Eliza Samudio.
No vídeo, gravado durante a viagem do jogador do Rio de Janeiro para Belo Horizonte (MG), onde se encontra preso, Bruno afirma desconfiar que o seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, estaria envolvido no caso.

O goleiro afirmou que "hoje, com todos os fatos que tem, é difícil acreditar nele [Macarrão]". E acrescentou, "pelo que estou vendo, tudo em volta, tudo que está acontecendo, estou chocado".

Nesta segunda-feira, o jogador e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também estão na sede da Divisão de Investigações. Eles chegaram ao local por volta das 11h50. Os dois chegaram à delegacia em viaturas diferentes. Cerca de 12 homens fizeram a escolta deles. Eles vestem o uniforme laranja da Suape (Superintendência de Administração Penitenciária) de Minas Gerais. Esta é a terceira vez que a dupla é submetida a interrogatórios pela polícia civil mineira. A assessoria da polícia não soube informar se vai haver acareação entre Bruno e Macarrão. 

Frederico Franco, um dos advogados de seis dos suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio, disse que nenhum dos dois deve responder às perguntas da polícia.

Mulher de motorista

Antes da chegada da dupla, a mulher de Cleiton Gonçalves Silva, Taiara Júlia, prestou depoimento e disse que ficou com o filho de Eliza Samudio porque acreditava que a criança era de Wemerson Souza, o Coxinha, amigo de Bruno que também está preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de Eliza.

Ela chegou ao local no início da manhã e deixou a sede por volta das 11h40. Na saída, acompanhada pelo advogado Lorivaldo Carneiro, ela disse à imprensa que recebeu a criança de Eliza das mãos de Coxinha no dia 8 de junho, no bairro da Liberdade, em Ribeirão das Neves (MG). Segundo a mulher, Coxinha disse a ela que o menino era filho dele, chamava-se Riam, e pediu que o entregasse a uma mulher chamada Geisa.

Taiara disse que, ao contrário do recomendado, preferiu entregar o menino à sua mãe. Questionada sobre seu grau de intimidade com Coxinha, Taiara disse que o conhecia “mais ou menos”, e que recebeu R$ 50 para cuidar da criança.

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