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publicado em 14/07/2010 às 13h05:

Técnicos da UFMG usam radar para tentar
localizar ossos de Eliza Samudio

Especialistas estão na casa de Bola no início da tarde desta quarta-feira

Ana Letícia Leão, enviada do R7 a Belo Horizonte

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Técnicos do Instituto de Geologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) estão, na tarde desta quarta-feira (14), na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. Eles usam um aparelho chamado GPR, uma espécie de radar de penetração, que pode detectar “paredes falsas” dentro do concreto.

Os técnicos estão no local juntamente com agentes da Polícia Civil mineira. A expectativa é de que, com o aparelho, a polícia consiga localizar vestígios do suposto corpo de Eliza Samudio.

Os policiais chegaram ao local no final da manhã. Por volta das 11h20, todo o quarteirão onde a casa está localizada foi interditado. Os agentes quebraram um muro em cima da casa e outro nos fundos do imóvel. 

Mais cedo, Fernando Miranda, chefe da Delegacia de Homicídio Centro-Sul de Belo Horizonte, disse que a polícia também retomou as buscas nos sítios do goleiro Bruno e do ex-policial civil em Esmeraldas (MG) nesta quarta. 

Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante de Bruno Fernandes, está desaparecida há mais de um mês. A Polícia Civil revelou à Rede Record que, durante os trabalhos feitos na noite de terça-feira (13) no sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG), os policiais tiraram fotos, apreenderam documentos, usaram luminol (substância que identifica marcas de sangue) em alguns pontos e realizaram escavações. 

Os agentes não revelaram as conclusões que chegaram após a vistoria, que só terminou por volta de 1h desta quarta. Um primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales Camelo, também esteve no local. O advogado de Camelo negou, na manhã desta quarta, que seu cliente tenha participado de qualquer tipo de reconstituição.

Bruno e outras sete pessoas estão presas desde a semana passada suspeitas de envolvimento no sequestro e morte de Eliza. Todos alegam inocência. Um menor de 17 anos, que está detido e é primo de Bruno, revelou detalhes do crime à polícia. Ele deu três versões diferentes sobre o caso, mas todas dizem que Eliza foi assassinada, esquartejada e teve pedaços do corpo dado para cães comerem. O assassino, segundo o menor, é o ex-policial Santos, que teria enterrado os ossos de Eliza em uma área de seu imóvel. A defesa do policial nega o crime.

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(Foto:Cristiano Trad/O Tempo/AE)

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