Depois de fortes chuvas dos últimos dias em Santa Catarina, que deixou diversas cidades em estado de calamidade pública e emergência, pode voltar a chover forte no oeste e no sul do Estado neste sábado (17), segundo informou a Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina) e o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
De acordo com a Ciram, entre o sábado e a terça-feira (20) um sistema de baixa pressão ficará estacionado no litoral gaúcho e deixará o tempo instável. E, por isso, há condições p pancadas de chuvas com trovoadas e até temporais isolados. Segundo o Inmet, a mínima será de 8ºC e a máxima de 32ºC.
Apesar da previsão, a maior quantidade de chuvas deve cair no centro e norte do Rio Grande do Sul. Não há motivo “para maiores preocupações” de Florianópolis ao norte do Estado, segundo informou a Ciram.
No domingo (18) e na segunda-feira (19), as pancadas de chuva devem continuar em SC. Apesar do tempo nublado, a máxima deve chegar a 32ºC em partes do Estado, de acordo com o Inmet.
Resultado das chuvas
O número de municípios em situação de emergência em Santa Catarina caiu para 59 nesta quinta-feira (15). De acordo com o último boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado, 11 cidades continuam em estado de calamidade pública.
As cidades em calamidade pública são: Aurora, Agronômica, Brusque, Ituporanga, Presidente Getúlio, Rio do Sul, Laurentino, Lontras, Taió, Rio do Oeste e Trombudo Central.
No balanço divulgado na manhã desta sexta-feira (16) pela Defesa Civil 9801.205 mil pessoas foram afetadas e 162.644 mil continuam desalojadas. Três moradores morreram com as fortes tempestades dos últimos dias.
Ao todo, 99 cidades foram atingidas pelos alagamentos e enxurradas. De acordo com o órgão, só nos primeiros dias de setembro choveu 200 milímetros no Vale do Itajaí, uma das regiões em que a chuva causou mais estragos neste ano. A média máxima para todo o mês é de 170 milímetros.
Ajuda
O governo anunciou na segunda-feira (12) que vai liberar R$ 13 milhões para as áreas afetadas por enchentes. De acordo com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, os recursos serão repassados pelo Cartão de Pagamento da Defesa Nacional.
O Cartão de Pagamento da Defesa Nacional funciona como um cartão de crédito e permite que se rastreiem as compras feitas por ele. O governo acredita que, desta forma, será possível minimizar eventuais desvios de finalidade e atos de corrupção por parte dos municípios. Os saldos dos cartões variam entre R$ 1,5 milhão e R$ 100 mil, dependendo das condições de cada município.