Motorista que contou detalhes sobre caso Eliza Samudio recebe ameaças
O tio do menor de 17 anos que é primo do goleiro suspenso do Flamengo, Bruno Fernandes, e que revelou há uma semana detalhes do desaparecimento de Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante do atleta, disse que um homem foi assassinado em seu lugar, por engano, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro.
De acordo com o motorista de ônibus, que provocou reviravolta no caso ao contar o que sabia à radio Tupi, a vítima já havia morado em uma casa onde ele também já havia vivido.O homem revelou na semana passada que começou a sofrer ameaças e que tinha medo de morrer como "queima de arquivo". Diante disto, a promotora de Justiça Mônica Marques, presidente do Conselho Deliberativo do Provita (Programa Estadual de Proteção às Vítimas e Testemunhas de Infrações Penais), determinou, na última sexta-feira (9), a inclusão provisória dele no sistema.
A equipe técnica do Provita deve realizar nos próximos dias a entrevista de triagem com o tio do menor e, então, o Conselho Deliberativo do programa votará a inclusão definitiva.
Menor muda versão
O menor de 17 anos prestou depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro nessa segunda-feira (12) e mudou a versão contada à Polícia Civil. Os dados complicaram ainda mais a situação de Bruno e da ex-mulher dele, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza.
De acordo com o adolescente, que está detido na Ilha do Governador, zona norte carioca, e pode ser transferido para Minas Gerais, Bruno e Dayanne já estavam no sítio da família em Esmeraldas (MG), quando Eliza chegou ao local com o filho de quatro meses, que também seria de Bruno.
Em depoimento inicial à polícia, o jovem havia dito que Bruno chegou ao sítio um dia depois de Eliza, ficou no local por cerca de duas horas e retornou para o Rio de Janeiro de táxi e avião. Dayanne, de acordo com o primeiro relato, só teria chegado ao local depois que Eliza já estava morta e então teria ficado responsável por entregar o bebê a uma família.
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a transferência do rapaz para Minas Gerais. A ida agora só depende da Justiça mineira. Colocar frente a frente o adolescente e outros suspeitos do envolvimento no sequestro e possível morte de Eliza pode ajudar a polícia a esclarecer o que de fato aconteceu com a jovem.
Bruno e outros sete suspeitos estão presos em Minas. Eles se negam a falar com a polícia e dizem que só vão se pronunciar em juízo. Todos alegam inocência.