Trabalhadores foram mortos por terem sido confundidos com bandidos de facção rival

Segundo testemunhas, os assassinatos ocorreram quando quatro funcionários da construtora Lafarge chegavam às 7 horas, num carro modelo Saveiro, para render os colegas do turno da noite. Os traficantes teriam atirado no veículo porque confundiram os operários com bandidos de uma facção rival.
Três trabalhadores - um funcionário de manutenção, um cozinheiro e um motorista - morreram e outro foi baleado no joelho. William Siqueira Guimarães, de 33 anos, foi operado para retirada da bala no Hospital Getúlio Vargas e seu estado de saúde é estável, sem risco de morte. Ele teria se fingido de morto para conseguir fugir. Policiais militares do 16º BPM (de Olaria) retiraram os corpos da favela Fazendinha no meio da tarde.
Segundo a assessoria da Lafarge, um dos trabalhadores mortos e o operário ferido são trabalhadores da empresa e outros dois, prestadores de serviço. A empresa lamentou, em nota, que os funcionários tenham sido "vítimas de mais um episódio de violência urbana". O Complexo do Alemão reúne 150 mil moradores, em 11 favelas e é um dos locais mais violentos da cidade do Rio.
Os crimes ocorreram nas proximidades das obras de um teleférico pelo PAC de quase três quilômetros, com capacidade para transportar 30 mil pessoas por dia e que está sendo construído nos moldes das favelas de Medellín, na Colômbia.
O programa prevê também a construção de 13 centros comunitários e sociais, seis creches, cinco escolas infantis, seis de ensino médio, uma profissionalizante e quatro centros de saúde, além do teleférico.