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27 de Maio de 2012

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Violência na Bahia
Veja a cobertura completa
publicado em 05/02/2012 às 13h27:

Violência diminui nos bairros turísticos,
mas continua na periferia de Salvador (BA)

SSP informa que 76 pessoas foram assassinadas desde o início da greve da PM

Agência EstadoCOM r7

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A presença das tropas do Exército em Salvador (BA), em especial nos bairros turísticos, aumentou a sensação de segurança, fez a população e os visitantes voltarem às ruas para aproveitar as praias e as atrações, mas nos bairros periféricos os registros de violência continuam altos.

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Na noite do sábado (4) e na madrugada deste domingo (5), voltaram a ser registrados, segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) da Bahia, altos índices de homicídios na região metropolitana e na capital. No total, houve mais 22 assassinatos, dos quais 14 em Salvador. Apenas no bairro de Valéria, três homens foram vítimas de uma chacina.

Chega a 76 o número de mortos em Salvador e região metropolitana durante os quase cinco dias de greve da Polícia Militar no Estado da Bahia, segundo informações divulgadas pela SSP às 11h52 deste domingo. A capital registrou, no ano passado, média de 4,2 homicídios por dia, segundo dados da SSP-BA. Na região metropolitana, a média foi de 6,1. 

Segundo o comando geral da PM no Estado, as tropas do Exército e da Força Nacional de Segurança, enviadas pelo governo federal para auxiliar no policiamento ostensivo na capital e nas principais cidades do interior, ainda estão sendo posicionadas nos bairros de Salvador e o governo espera uma redução no número de assassinatos nos próximos dias.

Prisão

Ainda segundo a SSP, um dos integrantes do movimento grevista da Polícia Militar da Bahia foi preso durante a madrugada deste domingo. A prisão dele ocorreu em cumprimento a um dos 12 mandados de prisão expedidos contra agentes acusados de roubo qualificado de viaturas policiais, incitação ao crime e formação de quadrilha. Líderes grevistas estão sendo procurados pelo comando da Polícia Militar – que não aderiu ao movimento. Um deles é Marcos Prisco, presidente da Aspra (Associação dos Policiais, Bombeiros e de Seus Familiares do Estado da Bahia). 

Prisco afirmou, neste sábado, que quer espaço para negociação. Ele contou que uma comissão foi montada após indicação do próprio governo do Estado para tentar chegar a um acordo.

O governador da Bahia, Jaques Wagner, afirmou, também no sábado, que a reivindicação da anistia para os policiais que participam do movimento da greve no Estado não será atendida. Wagner se reuniu com ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com as Forças Armadas e com a Força Nacional para discutir a questão da greve dos PMs e a onda de violência na BA.

- Não se trata de um ato de arrogância ou de intolerância. Se alguém depreda ônibus, carro da polícia, sai pelas ruas atirando para cima, mata moradores de rua, qualquer coisa dessas é crime independente de quem o cometeu. Ultrapassar a democracia com a violação da lei, comigo não tem acordo.

Assista ao vídeo:

 

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