O empresário Mário Hoffmann, sócio da boate Kiss, onde aconteceu o incêndio no último domingo (27), em Santa Maria (RS) está sedado e isolado em uma cela especial na Penitenciária Estadual de Santa Maria, de acordo com informações de seu advogado, Mauro Cipriani.
O integrante da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor musical Luciano Leão, também estão em celas especiais na mesma penitenciária. Os três suspeitos, de acordo com a Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenicários), instituição que administra os estabelecimentos prisionais no Rio Grande do Sul, estão em celas separadas do restante dos presos, chamadas de isolamento.
Segundo Cipriani, o expediente de o empresário - e os outros dois -, serem colocados em celas especiais é permitido pela legislação quando se trata de prisões por curto espaço de tempo. Os três, mas Elissandro Spohr, sócio na boate, tiveram prisão temporária decretada por cinco dias, no final da noite de domingo.
Spohr está internado em uma clínica em Cruz Alta, sob custódia policial. Segundo o delegado regional, Marcelo Arigoni, os médicos prescreveram cinco dias de repouso para o empresário, que estaria abalado psicologicamente com a tragédia.
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Instalações
A penitenciária, construída recentemente, tem dois módulos onde ficam 528 detentos. A capacidade da casa prisional é de 766.
Hoffmann está em uma e os outros dois em outra. Cada cela tem 18 metros quadrados, contando com quatro beliches de concreto. As visitas são permitidas, sendo que hoje os familiares devem se cadastrar para vê-los. O advogado de Hoffmann disse não ter tido notícias de que seu cliente poderia sofre agressões físicas por parte de outros detentos e que a cela separada é apenas uma permissão prevista em lei.
De acordo com Cipriani, Hoffmann ficou muito abalado com o que ocorreu. Tando que no dia teve de ser sedado. Por isso, salientou o advogado, a apresentação ocorreu na segunda-feira (28). Cipriani adiantou que pretende pedir uma avaliação médica para seu cliente. Na cela, o empresária está ansioso e muito comovido.
— Na segunda, não consegui falar com ele. Hoje à tarde [terça-feira] vamos ter uma conversa.
Segundo Cipriani, o empresário tem colaborado com as investigações. A justificativa para a prisão de cinco dias era por ser algo imprescindível às investigações. Por isso, salientou o advogado, a colaboração.
— Acredito que, terminando os cinco dias, ele seja posto em liberdade. Até porque há várias pessoas que têm responsabilidade na tragédia, talvez os menos responsáveis sejam os donos da boate.
Ele preferiu não dizer quais poderiam ser os outros responsáveis.

