A estratégia de Doria para não ser chamado de traidor por Alckmin

Domingos Fraga

Só falta combinar com os russos.

No entorno de João Doria já está traçada a estratégia para enfrentar as acusações de traição, que, com certeza, virão a partir do momento que o prefeito enfrentar o governador paulista Geraldo Alckmin. Numa disputa dentro do PSDB ou fora dele.

Segue abaixo, uma síntese do que Doria e seus assessores diretos venderão para a opinião pública:

Para início de conversa, querem apagar essa história de criador e criatura. A turma que habita o peito e os ouvidos de Doria garante que o prefeito nunca foi o candidato do governador, que nutriria indisfarçável predileção pelo atual ministro do Supremo, Alexandre de Moraes. "Alckmin falou para mim e para outros que a população de São Paulo gostava de um coronel, alguém de pulso forte, ligado à segurança pública", diz um membro graduado do grupo.

O figurino vestia perfeitamente Moraes, então secretário de Segurança, que, em dezembro de 2015, deixou o PMDB e ingressou no PSDB, embaralhando ainda mais o ninho tucano, já em polvorosa com a briga entre Serra e Alckmin pelo controle da máquina partidária. A ida de Moraes para o Ministério da Justiça, em maio de 2016, abortou os planos de Alckmin e deu novo gás a Doria, que vinha angariando apoio na ala mais jovem do partido.

"Quando o Doria, ainda em meados de 2015, disse para o Alckmin, pela primeira vez, que gostaria de ser candidato a prefeito, ele respondeu daquele jeito dele: ´tá bom, viabilize-se, diz outro assessor do prefeito. Só quando Moraes saiu do páreo é que Alckmin passou a dar mais atenção a Doria, que já tinha se viabilizado, sobretudo, entre o empresariado. Àquela altura, o então vereador Andrea Matarazzo, , ligadíssimo a Serra e aos velhos caciques tucanos, já distribuía golpes duros na pretensão de Doria, que na visão mais carinhosa dele e seu grupo, "era um forasteiro".

Sem Moraes e com um candidato da cozinha de Serra, Alckmin, afirmam os assessores, foi obrigado a abrigar Doria. "Mas, pode escrever aí, Alckmin só veio para o nosso lado quando o Matarazzo fez um jantar na casa dele, chamou o FHC, o Serra e não chamou ele. Aí, ele ficou p... e percebeu que era Doria ou nada".

A estratégia é essa.

Vamos ver se cola. 

 

    

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