Após suspeita de irregularidades, GDF pede explicações sobre concurso para professor

Candidatos postaram nas redes sociais fotos e vídeos do cartão de respostas

Imagem mostra cartão de resposta e comentário de como a candidata fez a foto
Imagem mostra cartão de resposta e comentário de como a candidata fez a foto Reprodução/Facebook

O concurso para o cargo de professor da Secretaria de Educação do DF realizado no último domingo (8) foi marcado por irregularidades e muita desorganização da banca avaliadora, segundo os próprios candidatos. Horas após o início da prova no período da tarde, imagens do cartão de respostas vazaram na internet e foram publicadas em redes sociais. Diante das denúncias, a Seap (Secretaria de Administração Pública do DF) pediu explicações ao IBFC (Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação), responsável pela aplicação do certame.   

De acordo com a Seap, somente após receber as explicações do instituto responsável por aplicar a prova tomará alguma providência a respeito das denúncias. A secretaria não informou se pretende cancelar o concurso que teve quase 80 mil inscritos para concorrer a 804 vagas em diversas áreas de atuação.  

Segundo o relato de uma candidata, ela conseguiu sair da sala com o cartão de respostas, retornar e ainda fotografar. Na publicação feita na internet, ela não relatou em que local realizou a prova nem o horário, já que o exame foi aplicado no período da manhã e da tarde.    

O educador físico Magno Espíndula, 25 anos, veio de Araguaína (TO) para participar do concurso e se decepcionou.   

— Fiquei frustrado porque a prova estava muito mal elaborada. Tinha questões com erros de digitação e até faltando alternativa. A gente se prepara para fazer a prova e quando chega o momento se depara com uma situação dessas. 

 

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Para o professor de português Alysson Vitor Soares de Morais, 32 anos, a prova que tinha 50 questões foi "ridícula" e não tinha condições de avaliar futuros professores. Morais criticou também a organização do certame.    

— A prova tinha vários problemas, a começar por erros de digitação e elaboração das questões. Tinha questões que faltavam alternativas e no cartão de resposta sobravam espaços para outras questões que não existiam na prova. Sem falar na falta de preparo dos fiscais que ficavam conversando alto dentro da sala atrapalhando os candidatos. Teve gente até que começou a prova antes dos outros candidatos.    

O presidente IBFC, Alexandre Faraco, informou nesta segunda-feira (9) que a prova ocorreu tranquilamente sem nenhum relato de incidentes ou transtornos. A respeito da imagem publicada na internet, Faraco considerou o possível episódio lamentável e disse que não foi informado sobre o incidente. Na opinião dele, a pessoa que fotografou o cartão deveria ser presa, já que violou a lei dos concursos. Aqueles que não concordaram com as questões devem apresentar recurso junto ao instituto, segundo Faraco.