Brasilienses criam site para troca de serviços entre profissionais

Uma pessoa oferece o seu trabalho e é paga com o talento de outro trabalhador

Amigos criaram site de consumo colaborativo
Amigos criaram site de consumo colaborativo Reprodução/Facebook

Um grupo de jovens de Brasília colocou no ar, esta semana, um site que promove a troca de serviços entre profissionais. Um trabalhador oferece o seu talento e, como pagamento, recebe outro serviço de seu interesse. O projeto, que teve início em 2011, promove o conceito do consumo colaborativo, em que os usuários não precisam “colocar a mão no bolso” para obter o que precisam.

A ideia surgiu depois que o empresário e designer Saulo Sena fez uma reportagem com cozinheiros que trocavam serviços em estabelecimentos gastronômicos. A partir daí, ele passou a desenvolver a ideia, mas o pontapé aconteceu quando um sócio e colaborador do projeto fazia uma mudança e precisava de um montador de móveis. Sena ofereceu a elaboração de cartões de visita em troca do trabalho do montador. Foi o início do FazoQuê, que conecta pessoas de todas as áreas.

Depois de 4 anos de desenvolvimento, o site tem 300 usuários de todos os estados do Brasil em menos de uma semana de funcionamento. Sena explica que a ideia é contemplar um estilo econômico de troca e de colaboração.

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— A gente não quer valorar o serviço porque sei que uma hora de um designer não é o mesmo que uma hora de um cabeleireiro ou de um médico. [...] Além de uma questão de colaboração, é uma questão de economia. As pessoas procuram muito este tipo de saída para achar uma coisa que não tenha que tirar dinheiro do bolso.

O profissional pode divulgar as habilidades por meio de fotos, textos e vídeos. A partir das ofertas, outro profissional pode procurar o serviço e eles combinam a troca. Se não houver procura, a serviço vai para uma área chamada de Mural de Oportunidades, onde será possível encontrar pessoas que procuram um profissional e completar a negociação. 

Depois da troca de serviços, o trabalho pode ser avaliado e passa a fazer parte de um ranking do portal. Na página estão inscritos pintores, arquitetos, advogados, técnicos em informática, jornalistas, designers e muitas outras áreas.

Com o site no ar, o próximo trabalho do grupo é desenvolver o aplicativo mobile do FazoQuê. Sena diz que o portal atual já permite a participação por meio de celulares e tablets, mas requer aprimoramentos. 

— O site, quando você acessa por meio do celular, ele vai para uma plataforma que consegue acessar no mobile ou tablete, mas a gente quer disponibilizar outra plataforma.

O objetivo inicial é atingir mil usuários e depois partir para os outros projetos. A página do portal no Facebook tem mais de 1.300 curtidas.