Distrito Federal

31 de Outubro de 2014

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‘CSI’: em um dia, polícia do DF desvenda crime de professora graças a banco de dados de RGs

Polícia cruzou a digital encontrada no veículo com dados do instituto de identificação

Higor Sousa, do R7 | 07/04/2013 às 01h18
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O Instituto de Identificação da Polícia Civil do Distrito Federal é pioneiro no Brasil na digitalização de informações de todos que têm RG (Registro Geral) na capital. Desde 2009, ao tirar o documento, a polícia armazena nome completo, data de nascimento, estado civil, sexo, nacionalidade, filiação, endereço e imagens (foto e impressões digitais) dos brasilienses.

E foi graças a esse sistema que em menos de 28 horas a polícia prendeu o suspeito – que depois confessou o crime - de matar estrangulada a professora Christiane Silva Mattos, de 37 anos, na noite de quinta-feira, 28 de março.

No carro da professora morta no Parque da Cidade, que havia saído para comprar ovos de Páscoa para os dois filhos pequenos, a polícia encontrou impressões digitais. Ao cruzar as digitais encontradas dentro do veículo da professora com as informações do banco de dados do Instituto de Identificação a polícia descobriu que eram de Walisson Santos Lemos, morador de Santa Maria, região administrativa do DF, que já tinha passagem pela polícia por injúria. 

Inicialmente a polícia havia divulgado que  de que o acusado teria duas ocorrências por Lei Maria da Penha (agressão contra duas ex-mulheres), mas essa declaração foi contestada pela Divicom (Divisão de Comunicação da Polícia Civil) ao afirmar que Walisson só tinha uma passagem por injúria.

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De todas as 27 unidades federativas no País, o Distrito Federal é o único que tem 100% dos prontuários digitalizados no sistema. Basta um clique para que se consiga ter informações a respeito de uma pessoa. 

De acordo com o diretor do Instituto de Identificação da Polícia Civil, Carlos César de Sousa, os estados como Rio de Janeiro, Bahia e Rio de Grande do Sul também começaram a utilizar a identificação biométrica. Porém, não são todas as pessoas nesses lugares que estão no sistema.

— Esses estados só colocaram no banco de dados as que começaram a tirar a identidade agora. Os outros indivíduos que retiraram o RG há alguns anos, antes de trabalharmos com a identificação automatizada, ainda não estão no sistema. Só o DF é que já colocou todos os registros na impressão digital.

O custo anual da polícia para manter o sistema ativo é de R$ 5 milhões. Valor que, segundo o diretor do Instituto de Identificação, vale a pena ser investido. Ele diz que para vários crimes, em especial os de falsidade ideológica, a identificação biométrica tem ajudado.

— Desde que implantamos a identificação automatizada, os crimes são solucionados com mais agilidade. É algo mais rápido.

Banco de Vestígios de Crimes Sexuais

Além das informações digitalizadas no cadastro do RG, o Distrito Federal dispõe de um banco de vestígios de crimes sexuais. Desde 1999 a polícia do Distrito Federal coleta e armazena informações genéticas de vestígios identificados em cenas de crimes sexuais, como sangue, cabelo e sêmen.  O diretor do Instituto de DNA Forense, Samuel Ferreira, explica como funciona o banco.

— A diferença do banco de vestígios para o Instituto de Identificação é que no banco há informações de material biológico que ficam armazenados no nosso sistema.

Ele explicou que se em uma cena de crime a polícia encontrar algum fio de cabelo, por exemplo, essa informação fica com a polícia até encontrar um suspeito.

— Quando localizamos o acusado, aquele fio de cabelo é comparado com o DNA dele e fica armazenado no nosso banco. 

Outro sistema informatizado que deve ajudar a polícia a desvendar crimes é o RIC (Registro de Identidade Civil), cartão com chip que vai substituir os RGs em todo o Brasil. Desta forma, a identificação do suspeito pode ser feita mesmo que ele tenha tirado o RG em outra unidade da federação. O diretor do Instituto de Identificação, Carlos Cesar de Sousa, acredita que o benefício deve começar a funcionar no DF daqui a alguns anos. Ele explica que ainda tem de se pensar sobre os custos que a nova identidade irá gerar.

— Com as identidades em papel, a polícia tem um gasto de R$ 0,47 por documento. Com a nova identificação de chip, o custo passará para R$ 21. Eu acredito que daqui cinco a sete anos isso será possível. 

 
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