Distrito Federal

20 de Novembro de 2014

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Apreensão de cocaína aumenta 414% no DF em 2012

Áreas nobres de Brasília registram o maior consumo da droga

Chico Monteiro, do R7 | 11/11/2012 às 04h30
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A apreensão de cocaína do Distrito Federal teve aumento de pelo menos 414% em 2012 na comparação com o ano passado. Ao todo, no ano passado, foram apreendidos 92 kg da droga. Já este ano, de janeiro a setembro, o número aumentou para quase 473 kg. Em dez anos, o aumento foi de 1.589%. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do DF.

A quantidade de cocaína apreendida em 2012 é quase a metade do total da droga consumida no DF, de acordo com a estimativa de um estudo elaborado pela UnB (Universidade de Brasília), que calcula que o consumo anual seja de 753 kg.

A pesquisa aponta ainda que a região norte (Asa Norte, Lago Norte e Varjão) registra o maior consumo da droga. De acordo com o assessor da Cord (Coordenação de Repressão a Drogas) da Polícia Civil, delegado Jonay Lemes Vieira, a cocaína é, de fato, o entorpecente mais apreendido na região. Dos cerca de 20 kg de cocaína escama de peixe, cuja pureza é maior, aproximadamente 10 kg, foram apreendidos na região.

— As drogas com maior índices de pureza são direcionadas para a Asa Norte e Lago Norte.

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Segundo ele, a renda dos moradores dessas áreas, entre as mais altas da capital federal, é um dos fatores responsáveis pelo alto consumo, uma vez que são substâncias mais caras do que outras drogas.

Ainda segundo o delegado, o aumento das apreensões é resultado de mudanças nas estratégias de atuação da Polícia Civil, que está focada na identificação dos grandes traficantes para evitar que a droga seja distribuída para os pequenos.

— Se os pequenos traficantes recebem a droga, ela se espalha rapidamente e fica difícil apreendê-la. Nesse caso, nem a metade do que é distribuído é apreendido pela polícia.

Em relação às prisões de traficantes, somente no primeiro semestre deste ano, 992 pessoas foram presas no Plano Piloto, enquanto em Ceilândia foram presas 869. São Sebastião ficou em terceiro lugar com 576 casos, e Taguatinga em quarto, com 566 prisões no mesmo período.

A explicação para o aumento das prisões na região central, segundo o chefe da Cord (Coordenação de Repressão a drogas da Polícia Civil), Luiz Gratão, é a chegada do crack à região e o grande fluxo de pessoas no local.

 
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