Distrito Federal

18 de Dezembro de 2014

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Boates de luxo estimulam comércio do sexo em Brasília

Pubs não cobram pela entrada de garotas de programa

Chico Monteiro, do R7 | 20/06/2012 às 13h30
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A internet é um dos principais canais usados pelos políticos para encontrar garotas de programa em Brasília. Mas eles também vão atrás das prostitutas em boates de luxo. A mais frequentada pelas autoridades é um pub que fica em um hotel do Setor Hoteleiro Sul, no centro da capital.

A casa noturna não recebe porcentagem pelos programas das garotas, mas incentiva a presença delas no local. Se elas comparecerem de segunda a sexta, não pagam para entrar. Além disso, recebem comissão pelo consumo das mesas de quem elas acompanham.

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De acordo com a acompanhante Monalisa*, a boate lota em época de intensa atividade política em Brasília, como a aprovação de uma lei ou uma convenção de partido, que atrai políticos de todo o país. Nessas ocasiões, o estabelecimento aumenta os preços dos produtos e o consumo das mesas chega frequentemente a R$ 2 mil só em bebidas.

Para facilitar os encontros dos clientes, a boate faz o cadastro de todas as garotas, que são investigadas antes de serem aceitas. As que têm antecedentes criminais não têm a entrada permitida. Para completar o banco de dados, também são pedidos exames médicos como de sangue e de pele, para evitar doenças contagiosas.

Quando fez o cadastro, Monalisa informou todos os dados pessoais como CPF e RG, além do endereço, e escolaridade, já que, segundo ela, a maioria das meninas está na faculdade.

— O político confia nessa boate, ele não vai sair com alguma menina que rouba ou usa drogas, por exemplo. Então ele chega, diz que quer sair com tal menina, pede as informações e a gerência passa a ficha completa.

Acompanhantes de luxo do mesmo site de Elize recusam rótulo de prostitutas

Clientes de acompanhantes de luxo gostam de mostrar poder com presentinhos

A maioria dos clientes da boate mora fora de Brasília e está de passagem pela cidade. Segundo Monalisa, grande parte é de São Paulo e do Sul do país.

Frequentando a casa noturna, a acompanhante já atendeu governador, deputados e prefeitos de vários lugares do Brasil. O maior cachê que ganhou foi o de R$ 2 mil, de um prefeito do Ceará. Ela diz que políticos pagam bem, mas que sabem pechinchar o preço dos programas.

Monalisa revela que os políticos gostam de carinho e preferem as garotas que não parecem profissionais. Muitos pagam para passar a noite apenas conversando, às vezes falando de problemas pessoais.

— Alguns deles são carentes e querem companhia mesmo. Alguns gostam muito de falar sobre o trabalho e outros não falam nada; estes, eu suspeito que sejam de Brasília mesmo.

Procurado pela reportagem do R7, o hotel negou qualquer relação com o funcionamento da boate. O responsável pela casa noturna não foi localizado.

*Nome fictício

 

 

 

 

 

 

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