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20 de Abril de 2014

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Casos de dengue no DF crescem mais que a média nacional em 2013

O número de notificações da doença aumentou 231% na comparação com ano passado

Caroina Martins, do R7 | 25/02/2013 às 17h39
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O número de casos de dengue registrados no Distrito Federal subiu 231% este ano, na comparação com 2012. De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (25) pelo Ministério da Saúde, foram notificados 820 casos entre 1º de janeiro e 16 de fevereiro. No mesmo período de 2012, foram registradas 248 notificações.

O crescimento da dengue no DF foi maior que a média nacional. Em todo Brasil, o número de casos aumento 190% em 2013.

No entanto, o cenário não é de epidemia no Distrito Federal. A cada 100 mil habitantes, 31 tiveram dengue este ano. No ano passado, a incidência era de nove em cada 100 mil pessoas.

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Mas o quadro é considerado epidêmico quando este número chega a 300.

Mesmo assim, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembra que todos os Estados e municípios devem ficar atentos às ações prevenção, por mais que não estejam sob o risco de epidemia.

— Não podemos esperar a incidência chegar a 300 por 100 mil habitantes para começar a agir. O combate à dengue deve ser constante, mesmo nos lugares onde o não há risco de epidemia.

Epidemia

Mato Grosso do Sul é o Estado com maior número de casos de dengue registrados — foram 42.015 notificações. Minas Gerais é o segundo lugar onde mais se registrou a doença, com 35.334 casos, seguido por Goiás, com 27.376 notificações. 

Quando se leva em consideração o número de habitantes dos Estados, Mato Grosso do Sul continua no topo da lista. A cada 100 mil habitantes, 1.677 tiveram dengue entre 1º de janeiro e 16 de fevereiro — um aumento de 4.757% na comparação com 2012.

Em relação à incidência, Goiás é o segundo Estado com maior número de casos de dengue em comparação com o número de habitantes. A cada 100 mil, 444 tiveram a doença. No Acre, terceiro lugar da lista, em cada 100 mil habitantes, 410 pessoas sofreram com a doença.

Segundo o secretário de vigilância em saúde, Jarbas Barbosa, a circulação do novo tipo de vírus, o DENV-4, é responsável por esse aumento significativo no número de casos em todo País.

— Toda vez que a gente tem um novo sorotipo chegando a um Estado onde nunca circulou, ele encontra uma população suscetível. O País todo está suscetível, porque praticamente ninguém na população teve, o DENV-4 nunca tinha circulado no Brasil. Mas esse fator a gente não controla, o sorotipo de espalha por todo País.

O secretário lembra que, uma vez infectada, a pessoa fica imune àquele tipo de vírus. Ou seja, quem pegou o DENV-1, pode ter dengue somente se for infectado pelos outros tipos, como o DENV-2, DENV-3 e DENV-4.

Segundo o Ministério da Saúde, o DENV-4 nunca havia circulado no Brasil e por isso os próximos anos serão marcados por grandes epidemias da doença.

 

 

 

 

 
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