Distrito Federal

27 de Novembro de 2014

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Com dificuldade para ler e escrever, aluno de escola especial do DF sobrevive de artesanato

Ele usa meias de seda para produzir as peças, mas renda não chega a um salário-mínimo

Do R7 | 09/12/2012 às 15h14
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Mesmo com dificuldade para ler e escrever, a deficiência de Danilo de Oliveira não limitou o seu desejo de aprender a fazer artesanato. Apesar de ter sido diagnosticado com Síndrome de Bartter – doença que acomete os rins e eliminam o potássio do corpo pela urina –, Danilo faz enfeites de natal, animais de pelúcia, ímãs de geladeira e flores, com meias de seda para vender. Com o trabalho, o jovem ajuda a família a pagar as contas e a comprar remédios para o seu tratamento.

Danilo começou a fazer artesanato em oficinas oferecidas gratuitamente para pessoas portadoras de deficiência no Centro de Ensino Especial nº 1, em Ceilândia, região administrativa do DF. De acordo com a professora da escola pública, Rejane Ledo, o objetivo das oficinas é inserir os portadores de deficiência no mercado de trabalho.

— Queremos dar autonomia para esses alunos. No entanto, o preconceito é grande. As pessoas não confiam no potencial das pessoas com algum tipo de deficiência. 

Os ímãs de geladeira foram criados por Danilo, os outros produtos foram ensinados em oficinas que ele participa. Em 2002, a empresária pioneira em criar arte com meia de seda, Magda Fujiwara, tomou conhecimento do trabalho do jovem e, encantada com a delicadeza e beleza dos seus produtos, decidiu doar materiais e ensinar mais técnicas para que Danilo pudesse vender os produtos.

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O preço das peças varia entre R$ 3,50 e R$ 40, todas são feitas manualmente e coladas com cola quente. Segundo Danilo, o trabalho é gratificante, mas nem sempre é possível conseguir uma renda com os seus produtos.


— O dinheiro que eu consigo varia de acordo com o mês, mas não consigo tirar nem um salário-mínimo. Demoro para fazer as peças, mas faço com muito capricho.

O jovem ainda não tem espaço físico para vender as peças. O trabalho é vendido nas escolas públicas do Distrito Federal. Ele passa nas salas de aluno anunciando os seus produtos e os professores da rede colaboram com ele. Danilo já trabalha com o artesanato há 11 anos e afirma que o seu maior sonho é abrir uma loja.

— Como toda pessoa, eu quero crescer na vida. O artesanato tem peças bonitas, práticas e baratas. Gosto de fazer flores e arranjos de festa para casamento.

A escola oferece os cursos gratuitamente para pessoas que têm necessidades especiais. Os interessados podem se inscrever no Centro de Ensino Especial por meio do telefone 156.

*Colaborou Vanessa Miyasaka, estagiária do R7

 
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