Distrito Federal

26 de Julho de 2014

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Governo do Distrito Federal afirma que pode intervir em outras empresas de ônibus

Investimento com intervenção no Grupo Amaral será de R$ 15 milhões

Do R7, com Agência Brasil | 25/02/2013 às 15h31
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O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, disse que não descarta a hipótese de o GDF (Governo do Distrito Federal) intervir em outras empresas de ônibus além das três pertencentes ao Grupo Amaral, do ex-senador Valmir Amaral.

— Esperamos que não seja preciso. Estamos tratando dessas empresas e esperamos que as outras cumpram suas obrigações. Cabe ao governo assegurar o transporte coletivo. Se de alguma maneira isso for comprometido, o governo não hesitará em tomar providências.

O GDF assumiu, na manhã desta segunda-feira (25), as operações e os controles administrativo e financeiro das empresas Viva Brasília, Rápido Veneza e Rápido Brasília. O governo alegou que a medida foi necessária para evitar o colapso do sistema de transporte público. Desde as primeiras horas do dia, a operação das linhas está a cargo da TCB (Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília), empresa pública de transportes. 

A intervenção do Governo do Distrito Federal no Grupo Amaral custará R$ 15 milhões aos cofres públicos. O valor foi informado durante coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (25), na qual o governador Agnelo Queiroz explicou o motivo ação inédita. 

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Segundo Agnelo, quase metade dos ônibus das três companhias do Grupo Amaral não está sendo usada. 

— Quarenta e cinco por cento da frota cadastrada está parada por falta de manutenção e de condições de rodar.

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, João Osório da Silva, há outras empresas de transporte público na mesma situação que a do Grupo Amaral. Segundo o sindicalista, essas empresas descumprem as obrigações contratuais e também a legislação trabalhista.

— Há cooperativas operando com 10%, 20% da capacidade prevista; empresas que não estão cumprindo o contrato com o governo e há ainda o caso de uma grande empresa que também dá sinais de decadência na prestação de serviços, embora ainda em um grau menos acentuado.

De acordo com Silva, o processo licitatório para a seleção das empresas que vão operar o novo sistema de transporte público coletivo, atualmente em curso, dá ao GDF a oportunidade de resolver os vários problemas, modernizando o setor.

O Grupo Amaral informou por meio de nota que considera o ato "injusto, arbitrário e ilegal". A nota ainda registra que o grupo "tomará as medidas administrativas e judiciais que o caso requer". O grupo afirmou que "as operações nas linhas interestaduais e do Entorno do DF prosseguirão normalmente, sendo que os interventores do GDF já foram informados de que não poderão causar dificuldades na prestação daqueles serviços, sob pena de responsabilidade, inclusive pessoal".

 
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