A ação é inédita e foi motivada pela série de reclamações registradas pelos passageiros
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A intervenção do Governo do Distrito Federal no Grupo Amaral custará R$ 15 milhões aos cofres públicos. O valor foi informado durante coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (25), na qual o governador Agnelo Queiroz explicou o motivo ação inédita. Segundo o GDF, a intervenção foi motivada pela série de reclamações registradas pelos passageiros em relação aos serviços prestados pela Viação Valmir Amaral, Rápido Veneza e Rápido Brasília Transportes e Turismo e pelo descumprimento de uma série de obrigações recomendadas pelo governo.
Outro motivo que levou a interferência do governo no serviço de transporte foi o descumprimento do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado entre o Grupo Amaral, o governo e o Ministério Público no ano passado.
No Diário Oficial do DF desta segunda-feira (25), o GDF esclareceu que abrirá uma conta para depositar o valor da arrecadação diária das passagens. O valor será empregado no gerenciamento e investimento no serviço de transportes que atende as regiões administrativas de Planaltina, Sobradinho, São Sebastião, Paranoá e Itapoã.
A nova administração temporária dos serviços prestados por essas linhas vai aproveitar todos os empregados e colaboradores que já atuavam nas três empresas e os bens móveis e imóveis que eram usados para garantir o transporte na região. A intervenção deve durar até o início da operação das novas concessões do serviço ou de contratações emergenciais.
O Grupo Amaral informou por meio de nota que considera o ato "injusto, arbitrário e ilegal". A nota ainda registra que o grupo "tomará as medidas administrativas e judiciais que o caso requer". O grupo afirmou que "as operações nas linhas interestaduais e do Entorno do DF prosseguirão normalmente, sendo que os interventores do GDF já foram informados de que não poderão causar dificuldades na prestação daqueles serviços, sob pena de responsabilidade, inclusive pessoal".