Vizinhos dizem que onda de furtos começou a ficar maior depois que eles apareceram
Do R7, com a TV Record Brasília | 14/02/2013 às 13h12Moradores de rua estão usando uma casa abandonada para consumir drogas e roubar os vizinhos em Ceilândia Norte, região administrativa do DF. O local está vazio há pouco mais de um ano, quando o herdeiro, que tinha envolvimento com drogas, foi assassinado no meio da rua.
Por fora, quem passa percebe o abandono. O mato está alto e a estrutura da casa bem danificada. Do lado de dentro a situação é pior. Uma vizinha, que não quis ser identificada, disse que vários pedidos foram feitos ao dono, mas até agora nenhuma providência para resolver o problema foi tomada.
— A gente liga para o dono. Ele fala que vai resolver, mas não aparece aqui. A Vigilância Sanitária fez visitas e disse que tem até foco de dengue. Não temos sossego à noite, porque a casa fica cheia de usuários de droga.
As janelas estão quebradas, portais destruídos e existe muita sujeira na casa. Em todos os cômodos existem rastros deixados pelos usuários de drogas, como garrafas de bebidas alcoólicas, isqueiros e latas de alumínio, usadas para fumar crack.
Essa situação tem tirado o sono dos moradores porque os moradores de rua, muitas vezes, ocupam o imóvel à noite para "fazer baderna".
— Às vezes até brigam lá. A qualquer momento pode ter morte aqui.
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Além do barulho e da sensação de insegurança, os vizinhos também precisam lidar com o mau cheiro e com as visitas desagradáveis de animais que saem da casa por conta da grande quantidade de sujeira.
— Toda hora sai um rato de lá e fica andando no meio da rua, junto com as pessoas.
Convivem também com o medo de assaltos. Os moradores suspeitam que os usuários de droga são os responsáveis por uma onda de furtos que tem acontecido na região.
— Praticamente todo dia some alguma coisa. Não podemos deixar roupa no varal, sapatos, brinquedos, nada. Eles levam tudo.
A situação surpreende até o sargento Edmar Neres, da PMDF (Polícia Militar do DF). Ele entrou em contato com o responsável pela casa e afirmou que o homem se comprometeu em tomar alguma atitude.
— Ele falou que a única medida que poderia tomar a princípio seria soldar os portões para dificultar o acesso deles aqui. Não marcou data, mas acredito que fará isso logo porque expliquei toda a situação para ele.
O sargento também garantiu que enquanto nenhuma providência for tomada, a ronda no local será intensificada.
— Se eu fosse vizinho estaria preocupado. Como profissional, passo essa preocupação para a corporação e garanto que vamos voltar em outras oportunidades até resolver essa questão.
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