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Protótipo Habitacional e Casa da Manchete são usados de forma diferente do projeto inicial
Do R7 | 05/12/2012 às 22h23O Protótipo Habitacional da UnB (Universidade de Brasília) e a Casa da Manchete, obras criadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer, em Brasília, são utilizadas como uma barbearia e um local de administração de um curso preparatório de concursos.
O Protótipo Habitacional na UnB foi criado com o objetivo de pesquisar soluções possíveis para o problema de habitação. No entanto, o local é utilizado atualmente como uma barbearia na parte externa do ICC Sul (Instituto Central de Ciências), na UnB. O Protótipo foi criado em concreto armado, e seria organizado em uma cozinha, um dormitório e um banheiro. Devido à não possibilidade de viabilizar a sua construção, o projeto foi abandonado.
Assim, desde a década de 1970 uma barbearia foi instalada no local. O arquiteto da UnB, Alberto de Faria, explica que o protótipo foi reaproveitado.
— A decisão em transformar em uma barbearia foi da gestão da época. Os protótipos em geral são reaproveitados, alguns podem se manter e outros podem ser modificados.
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Para o representante do escritório de Oscar Niemeyer em Brasília, Carlos Magalhães, a utilização do protótipo como uma barbearia é um desrespeito às obras de Niemeyer.
— Se um protótipo foi desenvolvido para ser uma coisa, o projeto deveria ser mantido. Acredito que essa utilização diminuiu a representatividade da UnB.
A Casa da Manchete também é utilizada de uma forma diferente do projeto inicial. O edifício é organizado em três alas em torno de um pátio central, e serve atualmente como sede administrativa de um curso preparatório para concursos. O edifício foi criado pelo fundador da Rede Manchete, Adolpho Bloch, para abrigar materiais da rede de comunicação. Na década de 1990, o imóvel foi fechado devido à falência da Rede Manchete.
Há dez anos, a Casa da Manchete foi alugada para ser sede administrativa do Gran Cursos. O diretor do Gran Cursos, José Wilson Granjeiro, explica que a estrutura do prédio é preservada para manter a estética criada por Niemeyer.
— Fizemos reparações na parte elétrica e hidráulica, além de manter a pintura. Na parte externa, nada foi modificado. O público pode visitar o edifício, recebemos alunos do Brasil inteiro, alguns comentam sobre traços de Oscar Niemeyer encontrados no prédio.
* Colaborou Vanessa Miyasaka, estagiária do R7
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