Distrito Federal

2 de Outubro de 2014

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Pesquisa mostra que Distrito Federal é a região com o menor percentual de pessoas obesas do País

Baixo índice pode estar relacionado à preocupação da população com atividades físicas

Gustavo Frasão, do R7 | 23/12/2012 às 01h25
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O Distrito Federal é o estado com o menor percentual de pessoas obesas do País. A pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), realizada pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde do Ministério da Saúde em parceria com a USP (Universidade de São Paulo), mostra que um dos motivos que pode explicar este baixo índice é a preocupação da população adulta da capital federal, ou seja, aqueles que têm mais de 18 anos, com a prática de atividades físicas.

Pelos estudos, é possível ver que 33% dos moradores adultos do DF reservam algum tempo para os exercícios físicos todos os dias. Em Porto Velho e São Paulo, regiões que apresentam o maior índice de pessoas obesas, apenas 26% da população se preocupa com os exercícios físicos diários.

O último levantamento foi realizado em 2010 e os resultados divulgados em abril de 2011. O especialista em Educação Física Glauber Fernandes, de 34 anos, explica que as informações refletem o que ele observa no dia-a-dia. Ele é preparador físico, trabalha na área há mais de dez anos e diz que as pessoas que vivem na capital federal realmente têm mais qualidade de vida, melhor alimentação e mais saúde se comparadas às que vivem em outros estados brasileiros e até mesmo países diferentes.

— É motivo de orgulho isso. Aqui, as pessoas têm a cultura de procurar nutricionista para melhorar a alimentação, ganhar saúde, perder peso ou simplesmente acompanhar com responsabilidade alguma prática esportiva. A maioria [das pessoas] faz isso justamente para alinhar a beleza a um corpo saudável e cheio de vida.

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A nutricionista Luciana Valadão, de 37 anos, relata que recebe no consultório uma média de 200 pacientes por mês. Ela trabalha de segunda a sábado e atende, geralmente, oito pacientes por dia. Para ela, o baixo índice de pessoas obesas não é motivo para se comemorar, uma vez que isso "não isenta ninguém dos fatores de risco". 

— A maioria dos meus paicentes procura um corpo mais bonito ou uma saúde melhor. O que reparo aqui é que, o fato de a pessoa não estar obesa, não quer dizer que ela tenha saúde. É preciso emagrecer com saúde ou ganhar corpo com responsabilidade. O primeiro passo para isso é uma alimentação regular e saudável.

Os estudos do Ministério da Saúde confirmam o que foi dito pela nutricionista. Pelas pesquisas, 24% da população adulta da capital federal consome cinco ou mais porções diárias de frutas, verduras e/ou legumes, o que faz com que o Distrito Federal ocupe o segundo lugar no ranking nacional no quesito "alimentação mais saudável".

No entanto, mesmo com os bons números no que diz respeito à obesidade, a notícia não é tão boa quando o foco da questão vira para o sobrepeso, ou seja, aquelas pessoas que estão alguns quilos acima do peso considerado "ideal" para idade e altura. Para Fernandes, apesar de ser uma questão considerada "normal", é necessário um acompanhamento médico para não deixar o quadro evoluir para obesidade ou obesidade mórbida.

— Estar no sobrepeso é comum, mas é necessário fazer acompanhamento com nutricionista, cardiologista, neurologista, fisiologista e constantes exames de sangue para ver se está tudo OK com a saúde. O cuidado é não deixar isso evoluir, pois aí sim deixa de ser sinal de "alerta" e passa a ser sinal de "perigo".

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acredita que o resultado desse levantamento mostra que é necessário mais investimento em ações preventivas em todo o Brasil, uma vez que os números não são tão bons no restante do Brasil.

— Com o resultado desse levantamento nós conseguimos resultados que permitem aprimorar nossas políticas públicas, que são essenciais para prevenir uma geração de pessoas com excesso de peso.

Para Padilha, a pesquisa retrata os hábitos da população brasileira e é considerada uma importante fonte para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde preventiva. Ao todo, 54 mil adultos em todas as capitais e no Distrito Federal, entre janeiro e dezembro de 2010, foram entrevistados.

Problemas de saúde que a obesidade pode ocasionar

A obesidade é considerada pelos especialistas um forte fator de risco para a saúde e pode ter relação direta com os altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. Para a nutricionista, pessoas obesas também ficam mais vulneráveis às doenças cardiovasculares, problemas nos ossos, respiratórios e até mesmo câncer.

— É comum essas pessoas sofrerem mais com infarto, trombose, embolia pulmonar, osteoporose, asma, apneia do sono, câncer, problemas no fígado e distúrbios psicológicos. Tudo isso pode ser, a médio e longo prazo, potencialmente fatal.

Para tentar resolver esses problemas no Brasil e não deixar que a questão se agrave ao ponto de ser considerada crítica no Distrito Federal, o Ministério da Saúde lançou em 2011 o DCNT (Plano de Ações Estratégicas das Doenças Crônicas não Transmissíveis), que tem como finalidade parar o crescimento de adultos com excesso de peso ou obesidade. A expectativa da casa é que as metas sejam cumpridas até 2016.

Um novo estudo começou a ser realizado em janeiro de 2012 e os dados serão fechados no fim do mês de dezembro. O Ministério da Saúde informou que a pesquisa Vigitel 2012 será divulgada até maio de 2013.

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