Medida foi anunciada após agressão de jovem no estacionamento do campus
Do R7 | 06/03/2013 às 01h17O Grupo de Combate à Homofobia da UnB (Universidade de Brasília) vai distribuir uma cartilha pedagógica aos estudantes da universidade, com o objetivo de evitar novos casos de violência homofóbica no ambiente acadêmico.
De acordo com o coordenador do grupo, o professor da área da Educação, José Zuchiwischi, a cartilha tem o intuito de apresentar, especialmente aos calouros, o grupo de trabalho que já está institucionalizado. O material é direcionado tanto aos estudantes do grupo GLBT quanto aos heterossexuais.
— Isso é para que as pessoas se atentem aos perigos da homofobia, para que casos como a agressão a aluna da agronomia não voltem a acontecer. Atos como esse não coadunam com o espaço de Justiça Social, igualdade, fraternidade e educação da paz que existe na universidade.
Veja fotos: Eles mataram e dizem que foi por amor
Na cartilha terá o e-mail do grupo de trabalho, para que os estudantes possam comunicar casos de violência por homofobia.
Na semana passada, a 2ª DP (Delegacia de Polícia), da Asa Norte, região central de Brasília, divulgou o retrato falado do suspeito de agredir a estudante de agronomia da por homofobia. Na agressão, ocorrida no último dia 18 de fevereiro, o homem espancou a jovem e a chamou de “lésbica nojenta”.
Qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito pode ser passada pelos telefones 197 ou (61) 3348-1900.
A família da estudante agredida informou à polícia que tudo aconteceu no estacionamento da universidade, quando ela caminhava em direção ao carro, por volta das 17h. Ela teria sido abordada e empurrada por um homem, com idade entre 18 e 22 anos.
A universitária precisou ser levada ao hospital antes de ir à 2ª DP (Asa Norte) registrar a ocorrência. Ela teve a perna e o braço enfaixados e tem medo de voltar às aulas.
Após o caso de violência por homofobia, o Decanato de Assuntos Comunitários da UnB anunciou a criação de uma diretoria para tratar exclusivamente das questões de gênero e etnia. A nova área vai definir políticas de respeito à diversidade e prevenção à violência em consequência cor e preferência sexual.
Em janeiro deste ano, estudantes da universidade encontraram uma pichação com mensagens homofóbicas na porta do CA (Centro Acadêmico) de Direito. Membros do encontraram mensagens pejorativas como "Ñ aos gays" e "Quem gosta de dar, gostar de apanhar" espalhadas pelas paredes e portas do espaço.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7