Domingo Espetacular

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1/12/2013 às 23h29 (Atualizado em 2/12/2013 às 10h49)

Exclusivo: 'Foi desespero', diz mãe que doou filho em Minas Gerais

Renata Soares da Costa, de 19 anos, diz que tinha dúvida sobre paternidade do pequeno Arthur

Do R7

“Não era uma solução, era um ato de desespero”, disse, em entrevista exclusiva ao Domingo Espetacular, Renata Soares da Costa, de 19 anos, sobre a entrega de seu filho, Arthur, a uma adolescente carioca. Ela negociou pela internet a entrega do bebê.

— Eu não queria fazer aquilo, eu estava com um peso enorme mas eu já estava ali. Pensei até em sair correndo. Eu não conseguia sair dali, foi triste demais.

A mãe afirmou que o motivo de ter doado o filho foi o fato de ter tido um amante:

— O maior erro da minha vida, antes de eu fazer tudo o que fiz, foi esse outro relacionamento que eu tive. Não existia nem sentimento nessa relação, por isso que eu me arrependo mais ainda.

Renata diz que a dúvida sobre a paternidade começou após brincadeiras de amigos:

— A gente já tinha alguns amigos que faziam brincadeiras com ele. Dizam que o Arthur não parecia com ele [Johney Lima Santos, de 24, o marido de Renata], que ele era filho meu. Tipo assim: "Ele é só filho da Renata". Tinha muita brincadeira assim que me magoava. Eu ficava chateada. Tinha que ter alguma saída.

Renta diz não querer mais se separar do filho:

— Deus sabe que eu nunca quis mal pro meu filho, que eu me arrependo muito. E que, até o última da minha vida, eu não vou me separar do meu filho nunca, nunca...

Teste de DNA revelou que Johney Lima Santos é o pai da criança. Ele afirmou à reportagem não saber ainda se aceitaria Renata como membro da família:

— Só o futuro pra dizer... Pode ser que ela esteja com alguma depressão, alguma coisa, algum distúrbio.  

Taxista

O Domingo Espetacular também entrevistou o taxista que ajudou o casal do Rio de Janeiro a buscar o garoto. Eles pagaram R$ 1 mil pela viagem. O taxista procurou a polícia ao saber do caso de Minas:

— Porque se eu soubesse [que a viagem era para pegar um bebê], eu não faria [a corrida de táxi do Rio a Minas]. Nunca na minha vida. Porque meus filhos são minha vida. E eu não quero que aconteça. Se não quero que aconteça com meus filhos, imagina com os filhos dos outros.

Sem arrependimento

Em entrevista à reportagem, sem ser identificada, a adolescente que pegou a criança disse não estar arrependida de ter aceitado a oferta de Renata:

— Eu estou arrependida pelo fato de ter dado o que deu (de ter sido acusada de um ato infracional). Mas de ter pego ele, não.

Assista ao vídeo:

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