Bovespa bate novo recorde e se aproxima dos 75 mil pontos

Ibovespa fechou a quarta-feira em alta de 0,33%, aos 74.787 pontos

Giro financeiro do pregão somou R$ 11,41 bilhões
Giro financeiro do pregão somou R$ 11,41 bilhões Getty Images

O principal índice da Bovespa voltou a subir nesta quarta-feira (13), renovando máxima histórica pelo terceiro pregão seguido, com a visão de recuperação de força ao governo para avançar na agenda de reformas voltando a crescer, apesar de alguma cautela após o presidente Michel Temer voltar a ser alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal).

O Ibovespa fechou em alta de 0,33%, a 74.787 pontos, renovando a pontuação máxima histórica. O giro financeiro do pregão somou R$ 11,41 bilhões, em sessão marcada por vencimento de opções de Ibovespa.

O índice trocou de sinal algumas vezes no pregão, indo de queda de 0,46% o a alta de 0,82% na máxima, reagindo ao noticiário político.

"O mercado vai melhorar mais. O que emperra é a política, as denúncias, mas a economia anda bem", disse o gestor da mesa de ações da corretora Coinvalores Marco Tulli Siqueira.

Na véspera, o ministro do STF Roberto Barroso abriu um novo inquérito contra Temer. Nesta tarde, os ministros do STF votaram por unanimidade para rejeitar o pedido da defesa de Temer de afastar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de investigações contra o presidente.

No entanto, segundo operadores, uma eventual nova denúncia de Janot contra Temer virá enfraquecida após a abertura de investigação e prisão de delatores da J&F, controladora da JBS.

À tarde, a notícia de que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, poderia ser candidato à Presidência em 2018 fez o índice subir mais. O ministro, no entanto, negou que seja pré-candidato, após o líder de seu partido, o PSD, na Câmara, Marcos Montes (MG), afirmar que ele recebera com "entusiasmo" o convite da bancada para disputar o Palácio do Planalto.