27 de Maio de 2012
Dica é apostar em companhias que não sofrem interferências do cenário externo
Os papéis de empresas dos setores de logística e varejo são as grandes promessas de valorização na Bovespa este ano, de acordo com os especialistas ouvidos pelo R7.
A aposta em companhias brasileiras de ambos os segmentos é uma das estratégias para driblar as incertezas provocadas pela crise financeira global, intensificada por problemas na zona do euro.
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A turbulência, aliás, foi a principal razão de a bolsa brasileira registrar desvalorização de 18,1% no ano passado. Em outras palavras, na média, quem investiu R$ 1.000 no mercado financeiro em janeiro de 2011 teve um prejuízo de R$ 181 e terminou o ano com R$ 819.
Apesar da queda, a bolsa ainda é muito procurada pelos investidores e, na hora de aplicar, o raciocínio é simples: o investidor mais conservador, avesso ao risco, deve dar preferência aos papéis de empresas que não sofrem interferências do cenário externo e que não dependem de exportações ou do preço das matérias-primas básicas (commodities).
Varejo
O analista da corretora Planner, Rafael Andreata, explica ainda que essas empresas, apostas "certeiras para 2012", são aquelas cujas "ações em bolsa dependem exclusivamente do mercado brasileiro, ou seja, o interno".
- Com essas características, temos as Lojas Hering, que atuam com vendas dentro do Brasil. Mesmo que o grupo também exporte, os papéis em bolsa referem-se apenas às lojas físicas, que atuam com vendas internas. Lojas Renner, por serem da mesma natureza, é a minha segunda opção.
O coordenador de ciências contábeis da faculdade Santa Marcelina, Reginaldo Gonçalves, recomenda que o investidor aposte também em companhias dos setores de alimentos e bebidas - searas com vendas regulares, de consumo interno.
- Ações de empresas do setor de alimentos, como BRF (Brasil Foods) e e debibas, como a Ambev, têm potencial em 2012, porque a maior parte das vendas rentabilizam o negócio internamente.
Construção civil
Vendas internas também é o grande vetor da construção civil. E há duas empresas no segmento que têm uma boa expectativa de valorização na Bovespa, aponta Andreata.
- É o caso da Eztec, uma construtora de menor porte, mas com terrenos bem localizados. Em 2011, seus papéis acumularam alta de 15,4%. Temos ainda a PDG Realty, que atua com empreendimentos tanto para baixa quanto para a alta renda e tem baixo nível de endividamento.
Logística
Há ainda boas chances de valorização para empresas do setor de logística. Para o analista da Planner, ALL Logística e Iochpe-Maxion são as preferidas.
- A ALL Logística fez ao longo do ano diversas parcerias para diversificar sua sua gama de receita, como com a Cosan, para transporte de açúcar e etanol. Dados mais otimistas da safra da soja, que ela transporta, deve ter impacto positivo para a empresa no volume das cargas transportadas, sem falar no processo de redução de custos.
| Empresa | Nome na Bovespa | Preço Atual (R$) | Preço em 1 ano (R$) |
Quanto deve valorizar (%) |
| Hering | HGTX 3 | 33,98 | 43,00 | 26,5 |
| Lojas Renner | LREN3 | 50,00 | 70,00 | 40 |
| Eztec | EZTC3 | 16,07 | 20,00 | 24,5 |
| PDG Realty | PDGR3 | 6,21 | 9,30 | 49,8 |
| ALL Logistica | ALLL3 | 9,33 | 15,50 | 66,1 |
| Iochpe-Maxion | MYPK3 | 25,87 | 30,00 | 16 |
| Fonte: Analista Rafael Andreata/ Planner Corretora | ||||
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