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27 de Maio de 2012

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publicado em 10/08/2011 às 12h31:

América Latina é maior celeiro do
mundo, diz ex-vice-presidente do Peru

Empresário defende exportação de tecnologia agrícola do Brasil para acabar com a fome

Do R7

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O Brasil vai se tornar o maior produtor mundial de alimentos e puxar a América Latina junto, isso porque a região já é, hoje, "a maior despensa do planeta". Essa é a análise do empresário Raúl Diez Canseco Terry, ex-vice-presidente do Peru no governo de Alejadro Toledo (2001-2006), que visitou o Brasil para fechar parcerias nas áreas de educação e tecnologia.

Segundo ele, o Brasil hoje é o único país capaz de exportar tecnologia de ponta para produção agrícola no mundo. O governo brasileiro espera, até 2021, superar os Estados Unidos na produção de grãos, carnes, todo o tipo de proteína vegetal e animal e outros gêneros alimentícios e ser o líder no fornecimento de comida no mundo.

- Hoje, a América Latina está mais sólida do que muitos países da Europa e Estados Unidos. Temos que aproveitar essas oportunidades e incentivar essas economias, exportando tecnologia do Brasil para a África, por exemplo.

O empresário, que visitou o R7 e a Rede Record, afirmou que a atual crise da alta dos preços das matérias-primas tem a ver justamente com o crescimento populacional de países como Índia e China e com o crescimento econômico dos emergentes.

- A China e a Índia crescem, mas ainda tem a fome como seu maior problema.

Uma pesquisa do Banco de Desenvolvimento da Ásia divulgada em abril mostrou que a elevação nos preços dos alimentos pode levar milhões de pessoas à pobreza extrema na Ásia e ameaçar o crescimento econômico da região.

A inflação dos preços domésticos na Ásia em desenvolvimento foi em média de 10% nos dois primeiros meses de 2011, enquanto os preços internacionais tinham mais de 30%.

Uma alta sustentada de 10% nos preços dos alimentos domésticos pode levar mais 64 milhões de pessoas - ou quase 2% da população de 3,3 bilhões de pessoas do continente - abaixo da linha da pobreza.

Uma estimativa da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) mostra que, até 2020, o preço das carnes deve subir 30% e o custo dos cereais (alimentos como arroz, trigo, milho) pode ficar 20% maior.

No caso das commodities (matérias primas negociadas em Bolsa) agrícolas, a tendência é de que ocorram boas colheitas permitindo a queda dos preços no período de 2011 a 2020. No começo deste ano, porém, os preços ficaram altos e afetaram a cadeia alimentar, elevando a inflação e os valores pagos pelos consumidores na maior parte do mundo.

Para evitar esse aumento, os governos devem investir mais na agricultura, segundo o relatório Perspectivas para a Agricultura 2011-2020, divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação).


 
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